domingo, 13 de dezembro de 2015

(Sobre) vivendo.

Este post não é de "queixume" nem de "coitadinha". É apenas a constatação da minha realidade.

Não me considero "estouvada". Durante os últimos anos fui aprendendo a ser comedida com os "investimentos";
Desde que fiquei grávida que inadvertidamente a minha consciência tem vindo a mudar. Isto intensificou-se quando retornei ao trabalho depois da licença de maternidade e pensei numa possível alteração (não concluída com sucesso!). Entretanto, em Fevereiro quando o homem mudou de emprego, eu senti mesmo a realidade de termos viver com menos. 
Quando analisei as contas finais do mês de Junho de 2015, ia tendo uma taquicardia. Não sou obcecada com o controle minucioso dos gastos. Já experimentei várias técnicas e sei o que resulta para mim: pago o mais possível com cartão de débito e o menos possível a dinheiro. Isto vai totalmente contra as "especialistas" de economia doméstica, mas é o que resulta melhor comigo. Chego ao fim o do mês e sei: x para água, para luz, para a creche, para o supermercado e acabo por remoer os neurónios a pensar: "levantei 40€. Onde é que os gastei?" A "cena" dos envelopes também não resulta comigo. Há uma conta para tudo e pronto.

Já fizemos muitos ajustes e sei que uma pessoa pode sempre cortar mais, mas também não quero deixar de "viver". A questão acaba por ser mesmo essa: hoje em dia as pessoas vivem ou sobrevivem?

Coisas onde não tenho gasto nada/pouco:

.Roupa: Se disser que estive mais de um ano sem comprar nada para mim (nem um par de cuecas!) não estou a mentir. Se sinto falta? Sinceramente não. Não é que goste de andar "maltrapilha", mas presentemente entrar numa Zara ou numa Mango é o mesmo que eu entrar num stand de automóveis. Ou seja, não há nenhuma emoção nem nenhum impulso de consumo. Parece que o meu cérebro bloqueou essa parte e não sinto falta;
Em relação a roupa para o Diego, só compro o indispensável e para colmatar carências relativamente ao que me emprestaram. 

.Manicure : depois de 7 anos a fazer unhas de gel, em Abril deste ano resolvi por um ponto final na nossa relação. Sei lá porquê, mas nesse mês o meu organismo não assimilou bem a coisa e caíram algumas. Resolvi experimentar retirar e ver se consegui encarar a vida sem unhas de gel. São 25.00€ por mês que não saem da carteira;

.Cabeleireiro: longe vão os tempos em que eu ia ao cabeleireiro 2 x por semana (à 4ª e ao sábado); Quando mudei de emprego, há 4 anos, deixei de ter horário para ir ao de semana e fiquei-me pelo sábado....Mas o fds é tão curto, que me dá "azia" ter de passar 2 horas de sábado no cabeleireiro. As minhas visitas de agora são esporádicas e quando estou mesmo nas ultimas; Além disso a minha cabeleireira é a mais "baratex" da região. 

.Restaurantes/Saídas: Não deixo de sair "só para não gastar". A realidade é que a minha vida social não é muito activa. Se as minhas amigas ou ex-colegas de trabalho marcam para jantar fora (de uns 4 em 4 meses!), não digo que não; Se alguém me convida para almoçar once in a while, não digo que não. Se há alguma ocasião especial (aniversários) eu não digo que não; ...mas se eu juntar todas estas ocasiões, este ano isso não deve de ter ocorrido nem umas 5 vezes!

Ok. Então, como é que o dinheiro se some e cada vez mais me sobra mês???? 

Gastos efectivos:

. Electricidade: a minha conta da Edp é generosa (especialmente no Inverno). Resumindo: a minha casa é muito fria (mesmo!!!o ano passado chegou aos 8ºC) e para se conseguir estar minimamente confortável os aquecedores tinham de se ligar. Juntando isto à máquina de secar roupa...Ui Ui! Mesmo fazendo uma gestão racional e usufruindo ao máximo do horário mais barato, cada vez que tiro a leitura do contador fico com o "coração nas mãos";  Em Abril de 2015, acabamos por investir em 3 aparelhos de ar condicionado (investimento do ano!), mas não estiveram o tempo suficiente ligados (felizmente) para sabermos se compensa ou não. Este Inverno já foram ligados e será este mês o primeiro de experiência;
Já no verão, a coisa compõe-se e fico animadíssima quando "só" pago 60€ (e não estou a ser irónica). Resta-me dizer que não temos gás em casa - é mesmo tudo electricidade. 

. Água: Há meses em que, mesmo não consumindo água (temos um poço/depósito que tentamos rentabilizar sempre que possível), a conta é fica em 9€/10€. Taxa disto, taxa daquilo, aluguer camuflado e pronto = Roubalheira!

.Telefones/Net/Televisão: mas será que não posso passar sem isto? provavelmente um dia vou ter de passar sem, mas enquanto conseguir reservo-me ao direito de ter este luxo.

.Creche: fazer o quê?? Temos de pagar e pronto.

.Gas/Gasolina: já temos veiculos a GPL. Para quem desconhece, eles pegam a gasolina, por isso, temos de meter sempre um bocadinho. Fico doente quando meto 10€ de gasolina e são 5 segundos de pistola na mão. Confesso que me custaria muito ter de me adaptar a gastar tanto dinheiro em combustível.  

Prestação da Casa: Não me posso queixar. O spread é bom. Os juros estão favoráveis. Já só faltam 157 prestações para terminar. Ahahahahh 

Supermercado: Ó meu Deus! Sei lá como e o "orçamento" nunca chega.
Coisas que já deixei de comprar: massa integral, arroz integral (porque só gosto do Uncle Ben´s e é muito caro), frutos secos naturais. Mas não achas que poderão ser melhores para ti? Acho!...mas o preço não é compatível com a minha carteira neste momento.
Por um lado não posso "alimentar" a família toda com estas variedades de produtos. Por outro lado, fico com um peso na consciência de gastar dinheiro nisso;
Quando há alguma promoção bombástica, aproveito. 
.Coisas que não compro de todo: refrigerantes, batatas fritas, bolos, guloseimas, óleo. Eu confesso que sou daquelo tipo de pessoas irritantes que olha para os carinhos de supermercado das outras #voyerismo #quemnunca. Não é por mal, nem me meto a dar bitaites, mas não posso deixar de pensar que há pessoas que se alimentam mesmo a coca cola, batatas fritas e bolos; 
.Promoções: não sou de andar a correr todas as capelinhas só porque o iogurte é 0.02€ mais barato. Tento equilibrar as coisas. Se há alguma promoção, por exemplo, de fraldas e estão efectivamente a bom preço, posso ir a esse supermercado de propósito e trago em grande escala. 
Há algumas coisas que eu compro de "marca" porque realmente acho que são superiores e o preço/beneficio acabam por compensar = detergente da louça manual : acho que o Fairy me rende muito mais do que 2 embalagens de outro mais barato; Por outro lado, há muitas coisas das "marcas da casa" que consumo;
Frutas e frescos: opto maioritariamente pela fruta da época - agora estamos virados para o melão, depois passamos para os pêssegos, maças...Tentei dar a provar ao Diego um bocadinho de tudo, mas as quantidades que comprei foram mesmo só para ele e nunca em grande quantidade; 
Outras considerações: não sou (já fui!) de comprar por impulso e raramente que arrependo do que trago. 
Mesmo com esta ginástica toda, fico sempre assustada com cada ida ao supermercado;   

Gastos diversos: Depois das despesas fixas mensais, ainda temos aquelas que são "obrigatórias" mas que são pontuais: 
Seguros: obrigatórios por causa do empréstimo à habitação - de vida e da casa. Pagamos anualmente porque fica mais barato;  Também pagamos anualmente os seguros dos carros, para além do IUC e das inspecções
Pediatra: até conseguir "suportar" e ele ser mais velhinho iremos à Pediatra. Felizmente nunca teve nada de grave (aleluia!), mas é sempre um conforto termos alguém a quem recorrer para os casos pontuais. Já precisei em 3 ou 4 situações e as respostas e resoluções foram certeiras. 
Farmácia : sem comentários. Só vou lá quando preciso mesmo. Há meses que não ponho lá os pés, há meses que não me tiro de lá.


Relendo o post parece que: estou uma forreta de primeira (quase quase verdade) e que deixei de viver (mentira!); A minha questão é que, mesmo tentando reduzir o custo de vida é muito difícil fazer com que chegue para tudo e eu só me pergunto como é que algumas famílias de 4 pessoas conseguem viver com dois ordenados mínimos?
De qualquer forma, tenho consciência de que uma mudança de emprego também significa uma alteração dos rendimentos familiares, mas se isso acontecer, já me sinto "meia" preparada para isso.

Se por aí tiverem mais alguma sugestão de economia/melhoria, podem compartilhar!

sábado, 28 de novembro de 2015

Ah e tal...nada de de novo!

A quem manifestou/questionou se eu tinha desaparecido, agradeço a preocupação (que sei que é genuína)!

Sinto falta do meu tempo para blogar. 
Por outro lado, se tenho algum bocadinho livre, sinto que não tenho nada de importante/relevante para dizer e acabo por não postar. Além disso, não gosto de estar a queixar-me frequentemente e realmente só me apetece queixar !
Passa um dia, passa uma semana e quando dou por isso já passaram 3 meses sem dar notícias.
Apesar de não comentar,  mesmo ao viés, tenho acompanhado as aventuras das "meninas de sempre".

Aqui vai um update geral:

Trabalho : como era previsível, depois das minhas férias de 5 dias úteis (em Agosto), tive umas semanas ainda piores que o habitual. Melhoras não há nenhumas. 12 horas de trabalho são certas todos os dias.
Obviamente que estou descontente com a situação e ando à procura de alternativas viáveis e compatíveis com a vida (porque com esta carga horária, é difícil ter vida!).
E é exatamente por causa deste tema que acabo por não escrever no blog: 1º o tempo é curto; 2º só me apetece queixar! (e não é uma coisa que eu queira estar a fazer repetidamente). 

Casa : ando numa relação amor/ódio. É muito difícil conseguir fazer as "lides domesticas" durante a semana. Se chego a casa às 20h, vou jantar num rápido-rápido, para conseguir ficar com o Di até às 21h15, hora em que vai para a cama dormir. Temos de arranjar maneiras subtis de irem de livre e espontânea vontade. Digo: "está na hora de ires ter com o tomatinho". Vamos os dois para o quarto dele, meto-o na cama com a bonecada, um livro, o fantasminha e venho embora. Passados uns 20 minutos, volto ao quarto e normalmente ele já está a dormir. Meto-o no saco de cama e,  se a noite não correr mal,  é "até amanhã". Nem sempre é assim tão linear e fácil, mas em 85% dos dias é assim que se processa. 
Depois disso, ou ainda vou adiantar mais algum trabalho (na expectativa de no dia seguinte sair a horas = never happens), ou aproveito para me deitar cedo e tentar descansar a cabeça e repor a energia. 
Acabo por guarda a maior parte das tarefas domésticas para o fds. Mas no fds o que quero é estar com o Di e fico com uma raiva enorme de ter um carrilhão de coisas para fazer. Afff que a roupa não acaba! que o chão está sempre cheio de cabelos e terra. Grrrreeeeghhhh....e  apetece-me fugir de casa só para não ver tanta coisa por fazer.
Depois há aqueles fds em que também trabalho ao sábado de manhã (dentro de 7 horas lá estarei), e que faz o fds parecer ainda mais pequeno. 

Di : Já está com 19 meses! (mas não foi ontem que eu disse que estava grávida?!)
É uma delicia ver a evolução de dia para dia e tentar apreender o que ele tem para me ensinar. Fico extasiada com as crianças em geral e com o meu filho em particular :)
.Apanhou uma virose/parasita, que demorou umas semanas a passar, mas felizmente resolveu-se sem termos de ir ao hospital (como aconteceu com muitos coleguinhas da sala). 
.Continua a dormir e a comer bem (graças a Deus!). Não obstante, recusa-se a beber leite. Primeiro pensei que fosse uma fase passageira. Vê o biberão e desata a dizer "não, não!!!". Nem aqui, nem na creche. Já experimentamos com palhinha, sem palhinha, no copo, na chávena, leites de marcas diferentes (pó, vaca...)...e não pega nada. A única maneira de ele beber, é quando está a dormir. Se achamos que não comeu muito ao jantar, à revelia, damos-lhe um biberão de leite quando está a dormir. 
Temos de ter alguma paciência nas refeições, já que ele quer fazer TUDO sozinho. "Ah a independência é bom e tal...." Sim! mas quando precisas de te despachar para o ires meter à escola e não te atrasares para o trabalho, e o menino recusar ajuda para comer o iogurte porque "é capaz" =stress. 
Certos dias come 3 pratos de sopa e só pára quando o convencemos que não há mais! com a fruta é a mesma coisa. 
.Aos dias de semana, é sempre o pai que o vai buscar à escola; é sempre o pai que lhe dá o jantar; é sempre o pai que lhe dá banho. Confesso que há dias que tenho tanta "inveja" de não conseguir partilhar mais estas tarefas. 
Eu sei que não sou uma má mãe e tento estar presente, mas há coisas que eu deixo de viver e que estou a perder, sendo que a única coisa que recebo em troca é o ordenado..., mas um ordenado que me permite ajudar a pagar a conta da electricidade, da água, a alimentação. E pronto! já voltei ao mesmo tema:  o meu emprego (e é por isso que não escrevo mais vezes)!!!!

Outros: neste meio tempo, dei um desbaste grande ao cabelo. Melhor ideia dos últimos tempos! Precisa de alguma leveza na minha vida!

Árvore de Natal: está feita desde a passada semana (e já sobreviveu uma semana ao furacão Diego, pelo que o saldo é positivo). Não sei bem porquê, mas este ano apetece-me mesmo viver esta época. Sempre gostei, mas nunca fui grande entusiasta, apesar de adorar a noite da consoada por causa da grande reunião familiar. 

Não tenho tirado muitas fotografias com a máquina porque o telemóvel está sempre mais "à mão", mas aqui vão alguns registos (feitos quase sempre ao fim de semana):

Outubro
D, no "jardim" de nossa casa, a descolar as pedrinhas "one-by-one",para cima do passeio.

O tamanho do meu cabelo.

Novembro
Visita ao Colombo (que se resumiu quase só à Primark e HM), para as lembranças de Natal (só para a criançada!)

A ser auto suficiente e a comer o iogurte sozinho (mas aqui não havia stress que era fds!)

D a pintar post its. Adora rabiscar :)

A fazer que lava os dentes (mas está é a comer a pasta!)

"Nozes"

E é isto!

Beijos grandes a todas que ainda estão ai desse lado.

domingo, 16 de agosto de 2015

Férias em casa (ou Staycation)...2015

Queria mais. Queria mais tempo com eles. Uma semana é tão pouco para as descobertas que ele faz todos os dias e que nos quer mostrar: mais uma palavra, mais uma habilidade, mais uma expressão nova, mais uma birra;
Não "saímos" para lado nenhum, mas tentamos que os dias não passassem em vão. Por estas bandas, o boletim meteorológico não foi favorável a praia e tivemos de arranjar outras alternativas;
O pai vai estar de férias e ficar com o D até ao final do mês. Eu vou tentar estar presente o máximo possível, mas a época no trabalho não é fácil (e quando é que é?!) e prevêem-se horários malucos;
Fica um resumo da nossa semana para não me esquecer que, apesar de "caseira", foi bem passada.

Domingo, 09 de Agosto 2015

Passeio ao Parque das Caldas com a madrinha e Nina;
Almoço com os pais e família.

Segunda, 10 de Agosto 2015

.Manhã na Nazaré (à procura de D.Sebastião)
.Cafezinho na Lagoa de Óbidos
...com direito a molha pés e chap-chap;

.Fim de tarde em SuperTubos - Peniche;

Terça, 11 de Agosto 2015

.Lisboa
.Centro Comercial Colombo - paragem estratégica na Primark e HM; 
O quanto ele delirou com a escada rolante - o menino do campo veio à cidade!; 
.Final do dia no Parque das Nações
...momentos antes da chupeta ter caído ao Rio Tejo. Upppsss!
.Colaboração do D. a (des)arrumar a roupa

Quarta, 12 de Agosto 2015

.Casa
.Consulta dos 15 meses na Pediatra;

Quinta, 13 de Agosto 2015

.Seg Social

.Pia do Urso (Ecoparque Sensorial)


Sexta, 14 de Agosto 2015

.Casa
.Piscinas de Rio Maior (só com cobertor mesmo!)

Sábado, 15 de Agosto 2015

.Coimbra

.Os "pipis"
 .Cai - levanta-se - Cai,...e depois fica neste estado - digno de um trolha!

Domingo, 16 de Agosto 2015

Só saímos de casa para ir ao supermercado; O resto do dia passamos na nossa maison;

Não lhe quero prometer que para o ano vamos ao Algarve, mas queria tanto, mas tanto, prometer-lhe que vou passar mais tempo com ele e que a partir de agora não vai ser mais assim. Parece tão fácil...mas no mundo real não é.

sábado, 11 de julho de 2015

Agroal

A meio de Junho, o gang familiar resolveu ir fazer um pic nic numa praia fluvial. O destino escolhido : Agroal.
O dia estava sem grandes expectativas a nível meteorológica - com direito a chuviscos - mas depois das 11h30 começou a "abrir" e ninguém o parou!

Primeiras impressões: se quiserem descansar da "vida virtual" e contactos com o mundo exterior, this is the place! Rede telefónica = 0.

Como chegamos por volta das 11h, ainda apanhamos estacionamento - quer de carros, quer de espaço para toalhas, tendas e afins.  Ficamos numa "ponta" e como o menino ainda precisa de MUITA guarda, andei sempre de olho e nem dei pela quantidade de pessoas que iam chegando. Ao final da tarde estava um pandemónio de gente.

A lotação estava esgotada!...e depois há sempre aquelas pessoas que demonstram pouco civismo e têm grandes dificuldades em viver em sociedade, fazendo exactamente o que não devem fazer: subir aos muros e mergulhar - quando há avisos específicos para não o fazer; andar em sítios que qualquer cabecinha pensante sabe que não se deve andar porque põe em causa a integridade física das pessoas. Nunca lidei bem com a necessidade de se "exibir" - do tipo "eu só faço o que quero e não preciso de ser igual aos outros, por isso, vou-me armar em parvo/a" - Uma pessoa pode demonstrar diferenciação positiva, não precisa de ser negativa!!!

Passando a minha reflexão à frente...estava muito calor e não há muitas sombras disponíveis. O Di, do alto dos seus 14 meses, nunca lidou bem com o calor. Se juntar calor com rabuje de sono, fica intratável (normal!!!)

A água parece deliciosa, não é? Pois estava gelada!!! (pelo menos para mim e só molhei o dedo mindinho).
 Fotos tiradas de manhã - quando ainda era "transitável".


O arraial dos "ciganos" = minha família. E só estou a apanhar uma parte.

 Alguém comeu o iogurte dele...e o da mãe.

 


 A "minha" Nina feliz da vida.

E quando estava a inserir as fotos, encontrei uma so picnic do ano passado (Agosto 2014).
Dá para ver as diferenças?


Considerações: provavelmente não é um sitio a que volte. Apesar de ser só 70km de casa, é 1 hora de caminho e como gosto de sítios "mais calmos" e menos povoados, não me identifiquei com o local (mas não deixa de ser engraçado o enquadramento do local).

domingo, 28 de junho de 2015

Celebrando o verão

As minhas férias de trabalho (só em Agosto) vão-se resumir, muito provavelmente, a uma semana. Já aprendi que mais vale saborear os pequenos momentos e torná-los "o melhor" possível. 
Acaba por ser utópico querer guardar tudo para uma altura especifica. Em primeiro lugar, quando concentro todas as expectativas numa determinada ocasião/altura e depois os planos alteram-se, estou a potenciar a tendência à "depressão", mesmo que involuntária. 
"Está sol? Vamos aproveitar o dia na rua"; "Está calor a mais?ficamos no fresquinho de casa"; "Está bom para passear? Vamos!" Aproveitar o que temos naquele momento, sem pensar muito no que fica por fazer.
Obviamente que tento "antecipar" algumas situações. Ontem sabia que muito provavelmente hoje íamos sair, por isso, passei a ferro o que tinha para passar. 

Acordamos tarde  - 8h20 é tardíssimo! - mas desde que mudamos o Diego para o quarto ao lado que a tarefa de "dormir mais um bocadinho ao domingo" está facilitada. Eu comecei a ouvir o "tá pá cá tá" por volta das 8h00, mas andei dei para fazer uma esticadinha.

Arrumei a tralha num vapt-vupt e às 9h30 estavamos de partida para a praia. Não quis saber de tirar a louça da máquina, nem tão pouco de fazer a cama ou juntar as roupas sujas, ou não saimos de casa nem às 11h.

Quando lá chegamos...já o D. estava a dormir. Verdade seja dita que, apesar de sol descoberto, estava muito vento e nem apetecia ia para a areia apanhar com a tempestade. Resolvemos mete-lo no carrinho (mesmo a dormir) e fomos dar uma volta pela "marginal" e arredores. Gosto de "respirar" a Nazaré. Nem sei muito bem explicar, mas é um lugar que me faz bem.


E adoro passear pelos mercados, mesmo que sejam os da fruta! Sou uma elitista :)

Como achamos que o tempo não estava de feição, fomos "andando" de carro e o nosso almoço acabou por ser à beira da estrada. Um pão com chouriço para cada um e segue viagem. Cada vez mais chiques :)

Continuamos com a voltinha e passamos por mais 2 praias mas o cenário manteve-se. 
Second plan: fomos para casa e fizemos a "nossa praia" - montamos o estaminé enquanto o miúdo dormia mais uma sestinha e quando ele acordou estava tudo pronto. 

Há crianças que têm mais dificuldades em comer, outras em dormir....o meu não gosta de tomar banho (banho normal! já nem falo em banho de praia)! Tenho de fazer mil e uma macacadas para a coisa correr menos mal. Isto é o mais perto que ele se aproxima de livre e espontânea vontade da água: 


...e a minha wishlist desde verão é: uma cerca!! porque ele só quer ir ter com o cão, foge, eu vou atras dele, ele começa a "correr"=andar mais depressa, cai, levanta-se, continua. Deixo-o estar ao pé do cão. Levo-o....e voltamos ao mesmo. Over and over. 

O banho do homem, foi acompanhado de um gin. Deve andar muito atento às tendências da "moda"! Eu disse "obrigado, mas não obrigado". Confesso que não passo muito cartão.

...mas já não disse o mesmo a um vinhinho branco a acompanhar o jantar. Comida feita pelos outros, sabe-se sempre melhor, Se eu cozinho a maior parte dos outros días, quando ele vem com alguma ideia de menu eu digo "podes fazer!".

E assim se passou mais um domingo produtivissimo (que continua a ser dos meus dias favoritos) e ainda consegui escrever este post!...mas isso tem explicação: não andava com pachorra para passar 2 horas no cabeleireiro ao sábado - adiava de semana para semana - No entanto, os meus "brancos" andavam a saltitar por todo o lado. Não importa se tens 1000 cabelos castanhos, mas só vês "o" branco. Hoje, resolvi acabar com a ronha e e teve mesmo de ser.  Estou a fazer a coloração em casa, mas como demora 40 minutos a fazer efeito, ainda consegui rentabilizar o tempo.

Verão és muito bem vindo!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Bla Bla Bla

Nem adianta dizer que o tempo passa depressa e bla bla bla, que não passo por aqui há mais de um mês e bla bla bla e que a "desculpa" é sempre a mesma e mais bla bla bla.

Continuo a gostar de ter o blog como "journal". "Quando é que fomos ali? Vou ver no blog";
"Mas isso não foi em 2014? ....Uhmmm acho que foi em 2012, mas vou ver no blog"; Ou seja, funciona como um registo de coisas que eu acho que fiz ontem e afinal de contas já foi há anos, mas serve para tirar teimas!
Dito isto, faço um resumo dos últimos tempos. 

35 anos de Lulu

Depois do cachopo ter feito 1 ano a 16 de Abril, eu fiz 35 no dia 27 de Abril. 35 já começa a ser muito perto dos 40!!!
Como foi a uma segunda feira, nem sequer equacionei chamar o pessoal. Fomos só jantar fora os 3, ...mas quase não acontecia! porque o Diego adormeceu para a sesta às 19h00 e nunca mais acordava....Affffeee. Comecei a pôr a ideia de lado (se bem que não me apetecia minimamente cozinhar!). Acabou por despertar às 21h00 e como o restaurante é pertinho de casa, resolvemos ir na mesma.
O dinheiro anda curtíssimo e por isso, as nossas experiências em comer fora com o cachopo, têm sido mais que reduzidas. Portou-se bem e só tive de apanhar umas 5 vezes os talheres do chão. Um sucesso portanto!

Dia da mãe

Já foi o meu segundo ano como "mãe", mas desta vez também se comemorou na escolinha. Estive quase-quase a não ir (always the work). Era preciso fazer uma pre inscrição para haver um controle e a meio da manhã ligaram-me da creche a dizer que, da sala dele, eu era a única mãe a não ir. Partiu-me o coração e vieram-me as lágrimas aos olhos. Mas que raio?! A minha colega de trabalho (e amiga do peito) disse que segurava as pontas no trabalho e deu-me força para ir...Cheguei atrasada, mas fui. Aqueles minutos foram tão recompensadores. 


Passeios

Os dias têm estado bons, mas ainda não acertamos com um dia de praia (mesmo praia). As vezes que fomos, aproveitamos a manhã enquanto ainda não há confusão e há espaço para estacionar o carro.

A reacção à areia ainda é de estranheza, tipo "toco-mão toco"
Nazaré

Convento de Cristo - Tomar:
É deixar andar, explorar, indagar....


Um formiga ou um "lixinho" é sempre ponto de interesse!

Desenvolvimento

Depois do aniversário, fomos à Pediatra fazer a consulta de "um ano". O P. só tinha ido uma vez comigo, de resto fui sempre sozinha ou com a minha mãe, mas é bom levar outro adulto que possa ficar com o bebé, enquanto escutamos a médica. Além do que, acho que o P. faz mais perguntas que eu. Relatório: nada de anormal.

No dia 13 de Maio (qual milagre de Fátima!!!) começou a andar sozinho. Um passinho, um tombo, mais dois passinhos, mais milhentos tombos. Fê-lo da maneira que se sentiu confortável. Com algum incentivo da nossa parte, mas sem pressões.  
E pronto! de dia para dia, semana para semana, foi ganhando confiança e ninguém o pára. Continua a cair muito sozinho, mas é muito do género "bola para a frente"- a menos que bata com a cabeça nas paredes ou moveis e se aleije - consegue desenrascar-se bem. Tem muitas nódoas negras, mas raramente se queixa. 
Adora fazer explorações sozinho: tirar panelas, "cacarecos", desmantelar armários é com ele. Tão depressa está na casa de banho, como na garagem (e são uns 30 metros de distância). Temos de ter atenção redobrada - acidentes há ao virar da esquina.

Já bebe o leitinho sozinho. Por um lado, deixa de ser "o meu bebé" (que depende de mim para fazer tudo!), por outro começa a ser cada vez mais independente e autónomo, o que é bom para o desenvolvimento dele.

 ...e como uma criança "normal", já faz (muitas) birras. Tiram-lhe alguma coisa e é o fim do.mundo!! Pois...temos pena, mas tem de ser! Anda a tentar perceber os limites....
A coisa que me mais me incomoda nas "birras" dele, é ele ficar com as costas no chão frio - nada sempre cheio de resmeira e isso não ajuda - mas fora isso, confesso que não passo grande cartão e depois de alguns minutos segue a vida dele. Às vezes "ganha" ele, outras vezes "ganhamos" nós, mas a é disso que a vida é feita, não é? Concessões de ambas as partes.

Aproveitei o feriado de hoje para fazer um bocadinho de tudo e de nada! Fazer este post foi o meu "escape", enquanto o D. dorme a sesta.