domingo, 19 de outubro de 2014

6 meses...

6 meses de um amor que não cabe só em mim. 6 meses de um amor que não cansa.
Ser mãe não me tornou mais lamechas. Ser mãe faz-me chorar pelos motivos certos. Por conta desse amor por aquela pessoinha, aprende-se a relativizar os problemas. Não quer dizer que eles desapareçam, mas a perspectiva é seguramente diferente.

Diego

Já ajuda muito a mãe:
.se vamos ao supermercado, quer logo pegar nos sacos (acha piada ao barulho);
.se o estou a vestir, pega numa das peças de roupa e quando dou por ela, já não sei onde a enfiou;
.entre bonecos e os frascos de cremes, opta sempre pelo último;

.Está sempre em "movimento", e quer sempre o que "vem a seguir";

.Na escolinha já está apelidado de "o simpático" (o que me deixa muito orgulhosa). Adaptou-se logo bem nos primeiros dias e estou a gostar muito da estrutura e projecto global da creche;

.Fomos à consulta dos 6 meses, e estamos com 8.760kg e 69.5cm. Fisicamente bem desenvolvido e felizmente que nos outros aspectos chave, também está muito bem. Quando saímos do consultório da Pediatra parecia que tinha lá passado um tsunami porque ele agarrou em tudo o que viu à frente;

.Come bem a sopa, fruta. Curiosamente, a papa é o que não entra tão bem.


Lu

Desde que recomecei a trabalhar no dia 22 de Setembro, as coisas não têm andando muito fáceis quando ao descanso físico e psicológico.

Ao nível da organização da casa e das rotinas do Di, até tem sido pacífico. A volta ao mundo activo, fez-me ver que consigo ser mais eficiente em algumas áreas da minha vida privada.

Não obstante, em relação ao trabalho/emprego propriamente dito, foi/é custoso. Houve uma reestruturação interna na empresa e fui colocada numa área de mais responsabilidade com funções e rotinas novas. Foi mais ou menos como começar do (quase) zero.
Tentar fazer tudo em 8 horas nem sempre foi/é fácil. Alguns dias, tenho de recorrer à minha mãe e vai ela buscar o Di. Na prática, mesmo quando consigo sair às 17h40, estou a trabalhar 9h30 horas. Tenho dias de 12 horas non stop. À 6ªf, o horário mais amigável é até às 20h. As manhãs de sábado também ficaram ocupadas, porque não queria deixar as coisas acumular.

Ajustarmos o "antes e o depois" nem sempre é fácil. Se antigamente, eu não me importava de sair às 20h, porque ninguém era prejudicado que se não tivesse em casa a essa hora, agora eu sei que não é assim. Continuo a gostar das coisas bem feitas e de as fazer de uma forma atenta e responsável, mas o trabalho não é de todo a minha prioridade principal. Possivelmente , vão haver alturas em que estas duas premissas vão entrar em choque, mas no dia em que sentir que isso prejudica e afecta o Diego, então, a minha vida terá de ser repensada. É viver um dia de cada vez e tentar que corra tudo pelo melhor.
Este "desabafo" não é uma queixa contra o meu trabalho!, é apenas a contextualização do meu desparecimento. Trabalho desde os 18 anos e continuo a gostar de trabalhar e de ter as minhas rotinas adultas; efetivamente também preciso do dinheiro do meu salário para fazer face às despesas mensais, mas daí a comprometer o que eu acho que é melhor para o Di e para mim como mãe...

O meu organismo respondeu a esta situação de uma forma como nunca tinha feito: deixei de ter fome ou qualquer apetite. Comer tornou-se num sacrifício enorme. 1 mês de trabalho equivaleram a alguns quilos a menos...mas da pior maneira possível. A pouco e pouco vou-me "obrigando" a "um bocadinho mais".

Nestas semanas não houve blog, facebook, instagram.... Senti-me mal, no sentido de ter emails que queria ter enviado, post que queria ter lido, comentários que gostava de ter feito...mas o pouco tempo que tive em casa, foi mesmo para dar atenção ao pequeno.

Este post até parece deprimente! apesar da situação não ser a melhor, continuo bem disposta e basta um miminho ou sorrisinho do cachopo, para eu me sentir nas nuvens.

19.10.2014
Oh mãe!! estou cheio de soninho...não me tires fotos agora.