quinta-feira, 12 de junho de 2014

O nosso 10 de Junho 2014...

Desde que soube que a Joana ia conseguir publicar o seu "primeiro filho" a tempo da Feira do Livro, que pensei em ir lá demonstrar o meu apoio, trazer um "Queques que enchem a Alma" para casa e aproveitar para ela conhecer o D.

Depois da chegada do cachopo, dizer "eu vou", passou a ser um caso mais repensado. A logística que envolve é diferente (muito diferente!) do que estávamos habituados. Se não é um compromisso com hora marcado (como consultas), tento não apressar as coisas e dar tempo ao menino para ele acordar e fazermos a rotina normal de horários.
Como era uma coisa que queria mesmo fazer, achei que valia o trabalho e esforço que isso implica para um bebé de 2 meses. É claro que não vou meter o meu filho numa redoma (ou chega à creche e fica logo doente!), mas levá-lo para lugares públicos, com muita gente, muito barulho, muitos solavancos, muitas diferenças de temperaturas... não deixa de ser uma agressão, quer física, quer psicologicamente.

O D. portou-se lindamente e fiquei orgulhosa com o seu espírito descontraído.
Na noite anterior, tinha dormido 8 horas seguidas, comido e ainda dormido mais 2 horas. Pensei que não ia pregar olho durante o dia todo. Más que nada! Dormiu a maior parte do tempo; bebeu 3 biberões em sítios diferentes: Mercado da Ribeira, Estação de Metro do Marquês de Pombal e no Colombo; enfrentou um "desarranjo intestinal"; e chorou pouquinho-pouquinho durante duas ocasiões mais desconfortáveis.

...e já que estávamos em Lisboa, aproveitamos para passear um bocadinho e aproveitar o dia.


Mercado da Ribeira

Como chegamos perto da hora de almoço, resolvemos ir conhecer o renovado Mercado da Ribeira. Eram 12h30 e ainda não havia muita gente. Deu para andarmos e almoçarmos sem grandes apertos, mas depois das 13h15, começou a encher com bastante rapidez.
Gostei do espaço = luminoso e espaçoso. Espero que vingue! - a ideia não é nova (em Portugal já há o Mercado de Campo de Ourique) e assemelha-se ao conceito do mercado de San Miguel ou San Antón em Madrid - mas pode funcionar como mais um ponto turístico de interesse em Lisboa.
Optamos por comer no chef  "Alexandre Silva". 
Peixe com cogumelos, rebentos de soja e espargos. O sabor estava bom, mas acabei por não saborear devidamente porque comi "à pressa". Também era a hora de comer de Mr. D.! 




Boné dentro de casa?!? 
Já não tenho vida mãos para andar a por e tirar chapéu.

O dia estava de verão mas sem ser excessivo. Andamos protegidos do sol mas nem assim o protector solar foi esquecido. Para o Diego, a temperatura não estava má e acho que não sentiu muito desconforto.

Feira do Livro

Quando chegamos à feira do Livro, passamos a o espaço de alto a baixo, mas o interesse estava focado nos queques e confesso não perdemos muito tempo a olhar para as outras novidades.
As pepitas eram a oferta....que eu posso não utilizar, mas garanto que alguém lhe dará bom uso!

Para pena minha, a visita foi curta. Meteram-se os cocós e o leitinho pelo caminho e ela também precisava de dar atenção aos outros leitores. Ficou "prometida" uma visita em breve.

 Metro

Chegados à feira do livro, fez uma brutal c*. Estávamos convencidos que na estação de metro do Marquês de Pombal haveria uma casa de banho. Já nem pedia fraldário! Uma casa de banho serviria. Não encontrei nada. Serviço de informação fechado. Lá perguntei a uma lojista... que me disse que não havia naquela entrada.
E agora como é que fazemos? A minha última opção seria trocar a fralda mesmo no chão, mas queria evitar isso (um bocadinho nojento). Solução encontrada: trocar em cima dos bancos da estação. Pois teve mesmo de ser! Para ajudar à festa, ele já estava com fome e apesar de estar tão sujo (costas, pernas...até repassar para o ovinho!) a prioridade era a alimentação - caso contrário ele não sossegava e seria impossível conseguirmos limpa-lo. Enquanto o P. lhe dava comer, eu montava o estaminé. Tivemos de trocar tudo...até as meias. 
Há detalhes dispensáveis, mas para que fazem parte...e não sei se é por ser leite de substituição anti cólicas, mas é mais para o liquido do que sólido!

Relativamente aos acessos para carrinhos, achei muito pobre! Não fossemos dois e teria sido mesmo missão impossível. Nem todas as estações dispõem de elevadores. O cachopo lá andou meio aos trambolhões - subir e descer uns 20 degraus não é propriamente fácil. 
Já nem falo apenas nos carrinhos de bebés, mas... e as pessoas com mobilidade reduzida?? Infelizmente nem todos dispõem de todos os membros em plenas funções! 

Dentro do metro é relativamente fácil de "estacionar" o carrinho e até acho que as pessoas são minimamente cooperantes.


Colombo

A nossa última paragem foi no C C Colombo...e serviu para fazer um reforço, já que o almoço tinha sido leve. 
Também andei à procura de um tapete de actividades para o cachopo, mas vim de mãos a abanar e com a certeza que já não tenho pachorra para andar a saltar de loja em loja (seja para comprar o que for!).

 No final do dia, a questão que me ficou : no papel de mãe (e do pai), como é que podemos medir os limites que justifiquem o esforço do bebé/criança? 
Eu e o P. ficamos "derreados". E o D.? calculo que também o tenha afectado...mas como é que sabemos isso? 

Nota: umas vezes chamo D/Diego/Di...não tem a ver com a preservação da identidade, mas sim porque na minha vida real também é assim. 

5 comentários:

  1. Foi um dia bem corrido e animado e acredito que apesar do cansaço valeu a pena sair da rotina :) ehehe fiquei a imaginar a cena do c** na hora de ter de se mudado ao mesmo tempo que o D. estava com fome !! Que aventura!! beijinhos a todos

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    1. ...vai-te habituando a estas aventuras! No fim, são estas histórias que marcam :)

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  2. Isso é que foi uma aventura! Realmente como é que as estações nem casa de banho têm?! O D. com as mãozinhas parece que está a segurar no biberão :D é muito fofinho! Beijinhos

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  3. Foi um dia agitado sem duvida.... ainda me lembro das minhas quando eram bebés e tinhas de sair com um verdadeiro arsenal de casa, não tinha de levar biberões, pois dava de mamar, mas por outro lado obriga a que estivesse sempre presente e nunca as pudesse deixar com ninguém.... as minhas nunca quiseram chuchas nem biberões, enfim cada bebé com as suas manhas... aproveita bem porque o tempo passa tão rápido.... e depressa crescem.....
    Bjs :-)

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    1. A tralha!!! Senhores, a tralha!!!...Um carro pequeno fica logo cheio. Se fossemos de férias tínhamos de levar atrelado :)
      O D. por acaso não é nada esquisito com os biberões. Mama com 3 tetinas diferentes e nunca se queixa...desde que seja rápido. O facto de já não dar mama é menos limitativo nesse aspecto de teres de ser "sempre tu" a alimentar.
      Ele nem liga muito à chucha, mas há alturas em que é uma grande ajuda. Pois é! cada um tem as suas coisas :)

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