segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

2º Trimestre - resumo

O segundo trimestre de gravidez passou-me entre 21.10.2013 a 26.01.2014. 
Continuei com o sorriso de orelha a orelha - acho que é por isso que dizem que as grávidas ficam mais bonitas. Pois tá claro! Se forem como eu, estão sempre com cara de "pateta alegre".
Pontos mais marcantes:
A minha energia voltou aos níveis normais e o sono e cansaço excessivo deram tréguas;
Descobrimos o sexo da criança; 
Fizemos a nossa "babymoon" a Amesterdão e ele portou-se lindamente; 


Semanas 14 e 15 (21/10 e 28/10) 

A primeira semana do 2º trimestre foi certamente marcada pelo facto de 3 pares de calças me terem deixado de servir. O bébé não merece andar apertado...e por isso, passei a semana de trabalho com o mesmo par de calças. Voltei à HM para comprar mais um par. Por vezes, 2 pares de calças é um bocadinho limitado. Tirar, lavar, passar e vestir novamente, mas não vou, nem quero comprar mais nenhumas. Nos próximos 3 meses este esquema terá de continuar. 

Na segunda semana, fomos fazer uma visita programada à ginecologista/obstetra. O P. ouviu o coração do bébé a bater pela primeira vez e não conseguiu detectar o que estava a ouvir.

Semanas 16 e 17 (04/11 e 11/11) 

Consulta de rotina no centro de saúde. Verdade seja dita, apesar de ser sempre bem tratada, só vou lá pesar medir a tensão. No entanto, não deixo de o fazer  e espero fazê-lo até ao fim. 

Nessa semana, no hospital de Caldas, também fiz umas análises complementares para despistar mais probabilidades de haver algum problema com o bebé.

Como ainda não sabia o sexo da criança, esta foi a primeira coisa que comprei a pensar nela (criança!). Branco dá para menina e menino. 

Sábado, 16-11-2013: Sentada no sofá e sem esperar por isso, senti uma bolinha a bater na barriga - de dentro para fora. Não se repetiu (pelo menos assim tão forte), mas o bébé deu o ar da sua graça.
Update: a partir daí já o sinto bastante - tenho um mexilhão dentro de mim.

Comecei a preparar o quarto...ou melhor, a esvaziar o quarto! para o começar a encher novamente.


Semanas 18 e 19 (18/11 e 25/11) 

No dia 23.11.2013, fomos ao hospital fazer uma ecografia só com a intenção de descobrir o sexo da criança. 
O resultado: um menino!


Semana 20 (02/12) 

Chegamos a metade da gestação. So far, so good. 
Foi a partir daqui e deixei de conseguir "disfarçar" e a barriguinha. 

Semanas 21 e 22 (09/12 e 16/12) 

Fomos a Óbidos Vila Natal e sem dúvida que ficou a promessa de voltar quando o rebento souber apreciar a brincadeira. Possivelmente no Natal de 2015...

19.12.2013 Ecografia das 22 semanas e 3 dias
...e já pesava 516gr.

Nessa noite, o feijãozinho foi comigo sentir as batidas e vibrações do concerto das Manhãs da Comercial.
.
Semanas 23 e 24 (23/12 e 30/12) 

O primeiro Natal em que as pessoas pensaram em mim e viram um menino!

O ano começou bem. Calminho, no conforto de casa e o meu bolinha está assim...
01.01.2014

Semanas 25 e 26 (06/01 e 13/01) 

A semana 25 começou com uma consulta ultra-sónica ao médico de família e terminou com um jantar de ex-colegas de trabalho. Já não estamos juntas há 3 anos e mesmo assim a intimidade mantém-se.

O final da semana 26 foi marcado pela viagem a Amesterdão.
 Volume atras e à frente.


Semana 27

Última semana do 2º trimestre - Fiz a análise dos diabetes gestacionais. Os resultados só sairão esta semana, mas estou confiante que está tudo ok.

Update: já recebi resultados por mail e não há nada a apontar. 

Considerações Gerais:

Enjoos e Náuseas – Nada a declarar. Voltei a apreciar o cheirinho do café.

Sono e Cansaço – Felizmente que passou aquele sono sem fim! A volta da energia também foi proporcional.   

Exercício Físico – Podia ser mais Lulu. Hidroginástica, alguns exercícios de dvd, elíptica...mas confesso que foi tudo muito espaçado e sem ritmo. Depois do parto vou pagar mais caro por isto!

Peso – Houve períodos em que senti mais fome, mas nada do outro mundo; No entanto engordei aumentei   Se o primeiro trimestre se saldou por 200gr a mais na balança, já não se pode dizer o mesmo deste 2º trimestre, mas já era previsível. A balança demonstrou mais 7.700kg nestas 14 semanas, o que equivale a um saldo total de 7.900Kg. Está dentro do expectável para a minha estatura, mas já vi como é que funciono: de uma semana para a outra, engordo 3Kg e depois fico um mês sem engordar. Atendendo a que a alimentação não varia assim tanto, não sei explicar o fenómeno, mas o que interessa é controlar o peso como um todo. Gostaria de me manter no peso máximo que delineei : 13kg, mas para isso tenho de me portar mesmo bem neste último semestre dado que o meu saldo é só de 5.100kg e supostamente é quando os bebés ganham mais peso (...e muito frequentemente as mães).

Alterações Físicas  –
Peito - parou de me doer excessivamente. Está visivelmente maior, mas não tenho tanta sensibilidade como no 1º trimestre.
Barriga - Senti o crescimento mais extrapolado a partir das 20 semanas. Dependendo de como anda a retenção de líquidos sinto-me "menos grávida" ou "mais grávida" :)
Pele - Senti que ficou mais oleosa na cara. 
Cabelo - tive uma queda brutal, mas nesta fase não há muita coisa que consiga fazer para combater isto.

Alimentação – Continuei sem ter apetites brutais ou "desejos", mas posso dizer que os lacticínios têm sido uma parte muito importante da minha alimentação: leite, iogurtes....e queijo. Tenho comido muito queijo e os meus apetites são para aí direcionados.

Ansiedade e parte emocional – Continuou controlada. Num momento ou outro certamente que tive uma crise de :"não vou ter tempo para fazer tudo", mas depois amainou. Tudo o que tem de ser feito, vai ser feito. A criança vai ter nome, vai ter um quartinho, roupinhas...e muito amor!
Não fiquei "sentimentaloide". Não tenho os nervos à flor da pele e não me deu nenhum ataque de choro. Não me tenho chateado com o homem. Até senti que estou mais benevolente e com mais paciência. Já deve ser o meu instinto de mãe em marcha. Que continue assim!

Outras coisas – Acho que a minha dislexia piorou. Consigo trocar a ordem das palavras, mas na minha cabeça aquilo faz sentido; consigo trocar as letras e aquilo continua a fazer sentido; consigo trocar o género das palavras e faz sentido na mesma. Esperemos que passe!

Deve dizer que o 1º trimestre foi mais "excitante", porque parece que era tudo novidade. Não quer dizer que neste 2º trimestre as experiências não fossem também todas novas...mas foi mais "sereno".

A partir de agora, parece que o tempo ainda vai passar mais rápido...e meio de Abril está ao virar do calendário.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

3 dias em Amesterdão.

As pessoas mais endinheiradas e que gostam fazem "babymoons" na praia. Como somos um bocadinho do contra e menos ricos, decidimos fazer a última viagem a.b. (antes do bebé nascer) para um país supostamente mais frio que o nosso (o que por acaso não se verificou!). Felizmente, eu e o homem compartilhamos da mesma noção de "tempo perfeito para estar só num sitio": 3 dias (2 é pouco, 4 é demais). Obviamente que estou a falar em viagens mais "caseiras" - Portugal ou arredores. Se fosse para ir á Austrália, é claro que isso não se aplicava. Tanto ele como eu, começamos a ficar com urticária de estar parados no mesmo sítio e das rotinas serem as mesmas. Com a chegada de mais um tripulante, é natural que mude de opinião.

A viagem...

Amesterdão foi arrebatadora e o homem corrobora dos meus sentimentos. Sem dúvida, ficou no meu top 3 e foi das viagens que melhor correu e que me diverti mais.
A cidade é realmente "vivida" pelas pessoas e famílias! Aproveitam o que têm da melhor maneira, sem arranjarem desculpas: "está frio, está calor, está a chover, não sei, não consigo". O espírito local e a maneira como encaram facilmente o dia-a-dia é inspirador. São habitantes descontraídos, desapegados, desportistas, com um civismo e uma noção de sociedade invejável.

Se vimos tudo? Não.
Se vimos o que queríamos? Sim.
Se espero voltar à cidade/país? Definitivamente que sim!


 A viagem Lisboa- Amesterdão

O voo estava marcado para as 7:05am, o que equivale a dizer que tivemos de sair de casa por volta das 4:45am, mesmo tendo feito o check in online. 
Deixamos a bagagem (que tinha de ser entregue até às 6:05), passamos a segurança (parte sempre mais chata e demorada!) e depois disso, uma pessoa já fica mais relaxada porque consegue controlar o tempo até ao embarque. 

Em casa, tinha feito os "trabalhos" sobre o roteiro e os sítios a visitar, mas aproveitei o tempo da viagem para delinear melhor as coisas - se bem que tentamos decidir as coisas à medida que íamos vendo como a viagem corria - com a gravidez de quase 27 semanas, não quis "apertar" muito com as corridas. Já agora, aproveito para dizer que, apesar da barriga já pesar um bocadinho, não me senti fisicamente limitada e as únicas coisas que tentei reduzir/evitar foi :
.carregar pesos - levava sempre eu a bagagem mais pequena (o que não é desvantagem nenhuma);
.subir muitas escadas - optando, sempre que possível pelos elevadores.
.não alugar bicicleta - o meu equilíbrio não anda grande coisa (nem a andar a pé!) e não quis arriscar uma queda.

Andar (bastante!) em terreno plano, ou as viagens de avião, não me fizeram diferença alguma. Feijãozinho (tenho de lhe arranjar outro nome carinhoso, que o tempo de feijão já era!) gosta de "laurear a pevide".

A Tap continua a ser das melhores companhias em que já viajei. Os lanchinhos são sempre bons!
...e quando se vai ao WC aproveita-se para tirar fotografias à "nozes", para futuramente lhe dizer: "filho, ias escondido na barriga da mãe!".

Transportes 

Andar de transportes públicos em Amesterdão é fácil e ficou bastante acessível.
Apanhar transporte do Aeroporto de Schiphol até ao centro da cidade não foi excepção.
Optamos por descer as escadinhas e apanhar o comboio das 11:51 para a Estação Central de Amesterdão. A viagem só demorou 10 minutos e eu pensei logo que nos tínhamos enganado porque estava à espera que demorasse mais.
Cada bilhete custou 4.00€.

Chegados ao destino, cruzamos a rua e fomos directos ao Posto de Turismo, 
,para comprar os "I amsterdam city card". Optamos pelo de 48 horas e ficou por 57.00€ cada um. Só como referência, o preço para as 72 horas é de 67.00€;
Este cartão serve para transportes e para entrar nos principais museus e atracções de Amsterdam.
 Detalhe prático: nos meios de transporte tem de se passar o cartão na máquinas à entrada e à saída, mas se houver um esquecimento, não é grave (me, me, me!!!!);
Nos museus, têm de se dirigir na mesma às bilheteiras, mas serão impressos bilhetes de entrada a preço 0.
Com o cartão ainda se recebe um mapa da cidade (jeitoso!).

Tram
O meio de transporte que mais usamos foi o Tram (eléctrico/metro de superfície).
 Paravam com bastante frequência e a nível geral os equipamentos estão bem conservados.

Autocarro
Os autocarros da Connexxion não são abrangidos pelo cartão, mas como o 170 (que parava à frente do Hotel) nos levava para bem pertinho da Casa Anne Frank, resolvemos entrar na mesma e o preço foram 5.00€ pelos dois. Supostamente seria 5.00€ cada um, mas a motorista foi simpática e perguntou se estávamos alojados em Amesterdão. Como lhe disse que sim, ela fez 5.00€ pelos dois e não se fala mais disso.
Para regressarmos ao Aeroporto também utilizamos a mesma companhia de autocarros, porque o 197 parava à frente do Hotel. Aí o preço já foi 5.00€ cada. A viagem demorou cerca de 20 minutos.

Bicicleta
Em muitos hotéis, pode-se alugar bicicletas.
Além disso, é fácil de encontrar estabelecimentos que também prestam esse serviço. Estão espalhados por toda a cidade. 

Barco
O cartão do "I amsterdam" incluía uma viagem pelos canais da cidade. 
Optamos pela companhia que fazia serviço junto ao Park Hotel e Hard Rock Café.


Como o barco não ia cheio, tivemos uma mesa só para nós e deu para montar o "estendal". A viagem durou cerca de 70 minutos. À medida que se vai navegando e passando pelos edifícios/monumentos, vamos ouvindo através dos auriculares, informação sobre a localização e as descrições/história do que estamos a ver o que nos dá outra perspectiva e enquadramento.

Alimentação

Atendendo ao que estava à espera, foi fácil e acessível arranjar opções em conta.

Burger King
Não é o supra-sumo da alimentação saudável, mas foi o primeiro almoço e queríamos despachar a situação para seguirmos com a nossa vida. Pelo menos os hamburgers são mais "grelhados" do que fritos.
Mais uma vez, e dada a minha limitação com vegetais crús (não ser imune à toxoplamose é "uma seca"), pedi um double cheesburger. O homem foi solidário comigo e ficou-se pelo mesmo. Dispensamos o menú completo porque tínhamos água e fruta connosco (melhor do que batatas fritas e refrigerantes!).
Os 2 hamburgers = 9.90€.

Albert Heijn
É a cadeia de supermercados que mais se encontra na cidade. As opções de "grab and go" são bastantes boas e acessíveis à bolsa. Obviamente que foi paragem obrigatória para comprar água em dose industrial, mas aproveitamos e organizamos o jantar do primeiro dia assim.
No atendimento ao cliente há à disposição, talheres e guardanapos.
 Comprado no supermercado, comido no quarto.  
O jantar ficou por: 10.13€
No último dia ao almoço, repetimos a dose, mas sentamos-nos alegremente num banco do hall do supermercado. Como tinha comido a panqueca (mais adiante), só comi fruta... mas comprei um pãozinho com espetadinhas de frango para comer mais tarde no aeroporto.

La Place
Tinha lido num blog sobre este sitio, mas não pensei sequer que lá fossemos. Depois da passeata pela Kalverstraat demos com esta maravilha e resolvemos entrar. É bastante grande, tipo self service e as opções são infinitas - desde massas, pizzas, sandes, peixe e carne grelhado na hora, saladas, sopas, pães, sumos naturais, fruta...

O nosso tabuleiro: 2 sopas, 1 pãozinho com tomate e um prato cheio de legumes, arroz e cogumelos deliciosos: 18.45€.
 Podíamos ter enchido mais os pratos, já que o preço era o mesmo, mas pareceu desnecessário. 




Wok to walk
Já sabia previamente que teria esta opção à disposição e acabou por ser a nossa escolha de jantar para a segunda noite. À semelhança do que há em Portugal, o resultado final é a junção de 3 escolhas: a base (4.95€) + ingredientes suplementares (que vão desde 0.95€ a 2.75€) + molho (que é grátis! fantástico!!!). As nossas variantes foram similares ao que escolheríamos por aqui.
Na região de Amesterdão há 4 destes estabelecimentos, mas a mais central será em Leidseplein. 

Jantar = 16.65€

Satellite Sports Café - Leidseplein
Aqui, o que pesou na escolha não foi a apresentação nem os preços, mas sim a localização.
No domingo, já perto da hora de almoço, apetecia-me descansar um bocadinho e comer uma panqueca. Apesar de eles chamarem isto de panqueca, para mim é um crepe, mas não importa! Pedi simples e salpiquei com maple syrupe.
Pelo facto de ser na esplanada não apanhamos com o frio - o tecto emanava tanto calor que pensei que o cabelo ia começar a arder.
Todas as casas e estabelecimentos estão preparadas para enfrentar Invernos mais rigorosos. Lá, quase que me sentia no verão!
1 panqueca simples 5.90€ + 2 cafés 4.60€ =10.50€

Cheese & More
Há algumas lojinhas só dedicadas aos queijinhos. Gostei particularmente desta cadeia de lojas - entramos e provei de quase todas as variedades e...não comprei nada, porque os preços eram mais elevados que no supermercado! mas deu para aliar o útil ao agradável = fazer um lanchinho e provar milhentos queijos diferentes.

Aeroporto
Se não há muito dinheiro para gastar, então o aeroporto é um sitio proibido para comprar comida. É claro que os snacks já iam comigo, mas devido à restrição dos líquidos, fui "obrigada" a comprar uma garrafa de água de 750ml = 2.75€. 


Hotel 

Escolher um hotel, é das coisas que mais prazer me dá quando planeio uma viagem, mas também é das coisas que me leva mais tempo, porque tento combinar os 3 factores que considero importantes: localização, preço e condições habitacionais aceitáveis. Mais uma vez, utilizei o booking.com .
Os preços do alojamento de Amesterdão não são meigos. A maior parte até oferece um bom preço base, mas o pequeno almoço é à parte e fica entre 13.50€ a 22.50€ por pessoa/dia - o que encarece logo o total da estadia. Como não sabia se seria fácil arranjar algum café acessível perto dos hotéis, decidi que queria mesmo com pequeno almoço incluído. 

Os pontos fortes do hotel: 
.Localização - a 4 minutos a pé do Museumplein;
.Transportes - o Tram 16 e a paragem de autocarros mesmo em frente;
.O pequeno almoço- fruta, pães variados, sumos, iogurtes, queijos, ovos....bastante variedade tendo em conta o preço;
.A simpatia e disponibilidade do staff;
.Cafeteira e acessórios para chá e café no quarto;
.Wifi grátis;

Os pontos mais fracos do hotel:
.O tamanho dos quartos - mas a reserva que fiz, mencionava especificamente "quarto pequeno", por isso não fui enganada. Se for um casal mais idoso ou com menos mobilidade, não aconselho o quarto pequeno. 
.O isolamento acústico dos quartos - ouvia-se a canalização dos quartos vizinhos, mas sinceramente isso não me fez diferença alguma;
.A conservação e limpeza - não devia ser nada fácil limpar um quarto pequeno e ainda por cima cheio de malas e pertences dos hóspedes. Não me posso queixar que estivesse totalmente sujo mas faltava "uma mãozinho".

The Concert Hotel

Da Lairessestraat 11, Amsterdam Oud Zuid
1071 NR - Amsterdam



Demos bom uso à cafeteira e aos cafezinhos!



Preço total por 2 noites = 160.00€ + taxa local 8.80€ = 168.80€

Locais

A nossa intenção era termos um ideia geral do modo de vida das pessoas e dos hábitos locais. Acho que no final de contas, é isso que mais me fascina nos outros sítios. Não obstante, é claro que tentamos abranger as atracções turísticas que só poderemos ver por lá.
O mapa ficou todo riscado e apontado.

Museumplein

A praça do Museumplein é um espaço que engloba 4 marcos da cidade: 

I amsterdam
...um marco para tirar fotografias divertidas.




Horário dos Museus - na generalidade fecham cedo. O mais normal, será apanhar um horário das 9h às 17h. Não sei se é sempre, mas o Museu Van Gogh, à 6ªf, fica aberto até às 22h. 


Museu Van Gogh

Vai uma pessoa para ver "Os girassóis" e afinal o quadro estava em Londres! 

Também não se pode tirar fotografias no museu, mas eu servi-me do espaço livre para tirar auto retratos com vista para a praça.

Rijksmuseum
O edifício é muito bonito. Entramos nas instalações duas vezes. Posso dizer que a recepção é grande, agradável, quente e as há muitas casas de banho (que também utilizei das duas vezes). 
Este museu não estava incluído no cartão e o bilhete não era propriamente barato: 15.00€ cada. Mesmo com um desconto de 2.50€, pelos dois gastaríamos 25.00€. Let´s face it - nem eu nem ele gostamos assim tanto de ver obras de arte. É assim um bocadinho "anti cultural" mas é verdade. Em relação a pinturas, acho sempre que é tudo muito mais bonito nos livros - Mona Lisa e Guernica são bons exemplos disso! Se fosse grátis teria ido"passar o visto", mas sinceramente gosto mais de outro tipo de museus - vocacionados para a história, palácios antigos...- mas quem gosta de arte, não deixe de lá ir.



Stedelijk Museum CS
Este estava incluído no cartão, mas arte contemporânea também não chama muito por mim e a fila era desmotivante. 
O nosso roteiro é feito de acordo com os nossos interesses e gostos. Não vou visitar as coisas, só porque os outros gostam.


Anne Frank Huis
Foi o único sítio que levei previamente marcado de Portugal. Fiz a reserva para sábado, 18.01.2014 às 9h40. Quando chegamos, não tínhamos ninguém à nossa frente e entramos directamente. A visita foi bem tranquila e dei por mim a pensar: "ou tivemos muita sorte na hora, ou isto não é assim TÃO concorrido"?!?
À tarde, fomos fazer o passeio de barco - que passava por lá - e a minha dúvida ficou dissipada: tivemos mesmo sorte, porque a fila das 16h40 estava enorme! 
Não se pode tirar fotografias no interior.

Nemo
Durante o Verão, o topo do edifício tem uma praia. Quem não tem cão, caça com gato!

Scheepvaartmuseum
Na visita ao museu está incluída a visita ao barco Amsterdam (réplica).


Verzetsmuseum
Museu dedicado à Resistência. Esperava mais.


Praça do Dam

Concert Gebouw

De Nieuwe Kerk

 Amsterdam Museum
Só para não dizer que não montei uma bicicleta em Amesterdão:

Red Light District

As ruas do Red Light District acabam por ser mais atracção turística do que propriamente um sitio de negócio- pelo menos aquela hora ! 
Encontámos muitos grupos de homens (adolescentes e de meia idade) que circulavam como se nunca tivessem visto nada assim e quando a matilha passava ficava um odor quase insuportável a "cão". O meu faro de grávida ainda potenciou mais a minha detecção dos cheiros.


Leidseplein

Kalverstraat
Esta rua é boa para gastar dinheiro. Apanhamos a época de saldos e se quisesse investir em roupa, calçado e produtos de "beleza", tinha bem por onde.
E aqui está a minha compra nessa rua: uns ténis "Skechers". Ah pois é!! Foi uma compra mais ou menos forçada. Os pés estavam a doer-me (apesar de ter já ter trocado de sapatos nessa manhã) - ou comprava qualquer coisa só para desenrascar (sem ter a certeza se andaria bem) ou gastava 50.00€ e comprava uma coisa que fosse usar no futuro, que foi o que fiz! e saíram da loja logo nos meus pés.   

 Vondelpark
É um parque grande e deve ser um mimo para se passear no Verão...mas nem imagino a quantidade de pessoas que estará por lá nessa altura.




Estar no sitio certo à hora certa...

Esta viagem foi muito engraçada porque, de uma maneira aleatório, fomos dar com o começo de vários eventos em que acabamos por "participar"...

À entrada do Museu de Amesterdão, fizemos uma pausa (estrategicamente com o caixote de lixo a servir-me de banco), para mudar de calçado e para comer. A uns 5 metros, reparei que haveria alguma espécie de evento englobado na Amsterdam Fashion Week (mas eu não estava muito interessada nisso). Já de mochila às costas, fomos abordados por uma senhora da organização que nos explicou que iria haver uma apresentação de um "artista" bastante conhecido na Holanda  e se queríamos assistir. Por piada, disse que sim. Por acaso tinha reparado no Sr. a circular por ali não passava nada despercebido  e só quando chegamos a Portugal é que o P. foi pesquisar quem era:  Bas Kosters . 
O P. ainda bebeu um copo de champanhe, ouvimos um discurso de 5 minutos (em que não percebemos uma palavra porque era holandês), vimos uma dança meia maluca e pronto!

E eu tive direito a saquinho com lembrancinhas.




No sábado, foi dia Nacional da Tulipa e a Praça Dam estava cheia delas para oferecer.




No domingo, planeamos ir passear ao Vondelpark e afinal era dia de prova por lá.





Anteriormente, tinham corridos os mais pequenos. Quando digo pequenos, estou a falar de crianças entre os 4 anos e os 10 anos que fizeram a volta como se nada lhes pesasse. É de pequenino que se começa!


No final da manhã, na Museumplein, apanhamos uma actuação de um grupo de rua que dançada rap e entretia as pessoas. Muito bom!


As condições atmosféricas
Ia preparada para o pior, mas tive o melhor! No primeiro dia, depois das 17h,  pingou fracamente depois, mas nada que não se aguentasse. Depois disso, só voltou a pingar no domingo quando já íamos a caminho do Aeroporto.
Temperaturas - entre os 4ºC e os 7ºC/8ºC. Na rua andava protegida com gorro, cachecol e luvas, mas chegada a algum sitio, tinha de me "despir" toda ou morria de calor. As casas e os estabelecimentos estão preparados para o frio. Na primeira noite, pensei que estava a desligar o aquecimento, quando na realidade o estava a abrir mais. Acordei às 2 da manhã e tive de me despir, abrir a porta do quarto em cuecas e camisola e ficar lá um bocado para ver se o calor abrandava...isto tudo e o homem continuava a dormir!

As bicicletas

Tinha de haver uma nota especifica para este meio de transporte.
De todas as formas, cores, feitios! Não importa se são novas ou velhas, porque são usadas. Não importa se está frio ou  chuva, porque são usadas. Se me vissem com um bebé a andar de bicicleta mandavam internar-me. Lá, faz parte da cultura e eu sinceramente achei isso o máximo!









As particulares de Amesterdão

A cidade não é muito extensa e parece que é tudo apegado. Faz-se muito bem a pé e de um modo geral, há informação que diminuiu os erros de itinerário. 
Como as bicicletas são uma parte muito importante na mobilidade citadina, em alguns sitios há sinais próprios para esse meio de transporte.
Os animais estão "acostumados" às pessoas e não fogem assim que sentem passos. Há uma convivência bastante pacifica. Além disso, não vi um único poop de cão no chão, ainda que me tenha cruzado com muitos caninos.

Sinais engraçados!

Cacifos em muitos espaços públicos.
 Em grande parte dos museus, solicitaram que deixássemos a nossa mochila nos cacifos apropriados para o efeito (e grátis). Para mim, até era bom porque aproveitava e deixava também o casacão. Posso dizer que demos umas boas risadas porque a nossa ignorância neste campo era muita. 



As casas barco são bastante peculiares. Actualmente, o governo já não está a emitir mais autorizações para alojamentos deste tipo e por isso, as que existem têm preços elevados. As pessoas não têm  muito o hábito de fechar as cortidas e é curioso ver familias ao fim do dia, a cozinharem o jantar, enquanto os filhos brincam. E tudo isto, na sua casa barco! Se fosse em Portugal eram logo apelidados de vagabundos.  

A propósito disto, devo de dizer que os holandeses têm bastante orgulho se serem como são e de toda a sua história. Muito mais livres de preconceitos e de esteriótipos do que nós. Espero, muito sinceramente, que esta viagem me tenha ensinado a ser um bocadinho "more like them, less like me" em certos aspectos e na maneira de encarar a vida. 

O regresso a casa
O voo estava marcado para as 16h50 com aterragem prevista em Lisboa às 18h40. Foi a primeira vez que voei com a Transavia  e não desgostei. Despachamos uma mala (que tinha custado 15.00€) e a outra iria ao pé de nós (exactamente como a viagem da TAP). No último controle de bilhetes, não passou nas medidas estipuladas pela companhia e teve de ir para o porão. Lá fiquei a pensar que teria de pagar mais um despacho de bagagem - low cost é assim! - mas afinal não! Foi cortesia da empresa e eu agradeci por isso.

Contas finais:
Viagem avião = 253.00€
Alojamento= 168.80€
Transportes e museus= 137.00€
Alimentação=96.67€

Total = 655.47€

Percebe-se que gostei muito, não percebe?