domingo, 21 de dezembro de 2014

Antes que seja tarde...

Feliz Natal!!!!!

 Os dias passam mais rápido do que eu pareço conseguir acompanhar. As prioridades prioritárias fazem com que o  tempo seja mal distribuído, mas neste momento, não há muito que possa fazer quanto a isso. Resta-me um sentimento de culpa por não conseguir dar a devida atenção a quem merece.

Os meus votos sinceros que este seja o Natal que desejam!
Por aqui, não há férias, não há véspera...mas há o Diego - a melhor prenda de sempre. That´s all.

domingo, 16 de novembro de 2014

Hello, hello!

Uns minutos livres. Pensei: "vou escrever no blog". Imediatamente pipocou na minha cabeça: "mas escrever o quê-se ?". A minha vida tem-se resumido a casa-trabalho/trabalho-casa. Evidentemente que dentro destas duas rubricas se passa muita coisa...mas muito pouco interessante. Nada de grandes saídas, nada de glamoroso, nada de fascinante...pelo menos para as outras pessoas.

.No trabalho: continuo a trabalhar entre 9h30 (dias bons!) e 12h/13h. Feliz ou infelizmente, o tempo não custa absolutamente nada a passar. Tenho começado às 7h50 e quando dou por mim já são 4 da tarde e só penso que ainda há tanto para fazer.

.Em casa: levantamo-nos os três às 6h10...tout le jour. O pequeno também acha que essa é a hora própria de começar com os "atás, patás, agum, atás". Como não diferencia os domingos dos outros dias, começamos com um sistema rotativo: numa semana levanta-se um e vai tratar dele, na outra semana, levanta-se o outro. Assim, de 15 em 15 dias sempre dá para prolongar o descanso até às 8h00.  

Eu sempre fui "caseira". Gosto verdadeiramente de estar por casa. Na falta de ter alguma coisa concreta para fazer, prefiro ficar por aqui. Tenho aproveitado a melancolia da chuva e do mau tempo, para acender a lareira. Este ano ainda o posso fazer descansada. No próximo Inverno, com um piolho a passear pela casa, não me parece que vá ser tão pacifico. 

E por falar em cachopo...faz hoje 7 meses. É hora daquela célebre frase do "passa tão rápido", porque passa mesmo! É um observador, mas ao mesmo tempo mexido e quer sempre saber o que "vem a seguir". Tem 1 dente e meio = um já está de fora e o outro foi descoberto esta semana.
Apesar disso, o processo tem sido pacifico. 
Continua um bebé de hábitos: mal chegamos a casa, vai logo jantar (sopa às 18h15); a seguir banhoca; brincamos e aparvalhamos e às 19h30 já está perdido de sono. Normalmente, o mais tardar, às 20h já está a dormir e se não tiver nenhuma dor de barriga, só acorda às 6h00 da manhã alegre e bem disposto
É claro que de vez em quando também há noite menos boas, mas de um modo geral não nos podemos queixar.  

O fim do ano está ao virar da esquina. Tenho alguns objectivos que gostava de ver cumpridos antes de 2015, mas não me posso desleixar que um mês e meio passa depressa.


Olha o dentinho a espreitar. Olha eu com o nariz arranhado. Olha eu a brincar com o presente de Natal do ano passado, da tia Jo. 

domingo, 19 de outubro de 2014

6 meses...

6 meses de um amor que não cabe só em mim. 6 meses de um amor que não cansa.
Ser mãe não me tornou mais lamechas. Ser mãe faz-me chorar pelos motivos certos. Por conta desse amor por aquela pessoinha, aprende-se a relativizar os problemas. Não quer dizer que eles desapareçam, mas a perspectiva é seguramente diferente.

Diego

Já ajuda muito a mãe:
.se vamos ao supermercado, quer logo pegar nos sacos (acha piada ao barulho);
.se o estou a vestir, pega numa das peças de roupa e quando dou por ela, já não sei onde a enfiou;
.entre bonecos e os frascos de cremes, opta sempre pelo último;

.Está sempre em "movimento", e quer sempre o que "vem a seguir";

.Na escolinha já está apelidado de "o simpático" (o que me deixa muito orgulhosa). Adaptou-se logo bem nos primeiros dias e estou a gostar muito da estrutura e projecto global da creche;

.Fomos à consulta dos 6 meses, e estamos com 8.760kg e 69.5cm. Fisicamente bem desenvolvido e felizmente que nos outros aspectos chave, também está muito bem. Quando saímos do consultório da Pediatra parecia que tinha lá passado um tsunami porque ele agarrou em tudo o que viu à frente;

.Come bem a sopa, fruta. Curiosamente, a papa é o que não entra tão bem.


Lu

Desde que recomecei a trabalhar no dia 22 de Setembro, as coisas não têm andando muito fáceis quando ao descanso físico e psicológico.

Ao nível da organização da casa e das rotinas do Di, até tem sido pacífico. A volta ao mundo activo, fez-me ver que consigo ser mais eficiente em algumas áreas da minha vida privada.

Não obstante, em relação ao trabalho/emprego propriamente dito, foi/é custoso. Houve uma reestruturação interna na empresa e fui colocada numa área de mais responsabilidade com funções e rotinas novas. Foi mais ou menos como começar do (quase) zero.
Tentar fazer tudo em 8 horas nem sempre foi/é fácil. Alguns dias, tenho de recorrer à minha mãe e vai ela buscar o Di. Na prática, mesmo quando consigo sair às 17h40, estou a trabalhar 9h30 horas. Tenho dias de 12 horas non stop. À 6ªf, o horário mais amigável é até às 20h. As manhãs de sábado também ficaram ocupadas, porque não queria deixar as coisas acumular.

Ajustarmos o "antes e o depois" nem sempre é fácil. Se antigamente, eu não me importava de sair às 20h, porque ninguém era prejudicado que se não tivesse em casa a essa hora, agora eu sei que não é assim. Continuo a gostar das coisas bem feitas e de as fazer de uma forma atenta e responsável, mas o trabalho não é de todo a minha prioridade principal. Possivelmente , vão haver alturas em que estas duas premissas vão entrar em choque, mas no dia em que sentir que isso prejudica e afecta o Diego, então, a minha vida terá de ser repensada. É viver um dia de cada vez e tentar que corra tudo pelo melhor.
Este "desabafo" não é uma queixa contra o meu trabalho!, é apenas a contextualização do meu desparecimento. Trabalho desde os 18 anos e continuo a gostar de trabalhar e de ter as minhas rotinas adultas; efetivamente também preciso do dinheiro do meu salário para fazer face às despesas mensais, mas daí a comprometer o que eu acho que é melhor para o Di e para mim como mãe...

O meu organismo respondeu a esta situação de uma forma como nunca tinha feito: deixei de ter fome ou qualquer apetite. Comer tornou-se num sacrifício enorme. 1 mês de trabalho equivaleram a alguns quilos a menos...mas da pior maneira possível. A pouco e pouco vou-me "obrigando" a "um bocadinho mais".

Nestas semanas não houve blog, facebook, instagram.... Senti-me mal, no sentido de ter emails que queria ter enviado, post que queria ter lido, comentários que gostava de ter feito...mas o pouco tempo que tive em casa, foi mesmo para dar atenção ao pequeno.

Este post até parece deprimente! apesar da situação não ser a melhor, continuo bem disposta e basta um miminho ou sorrisinho do cachopo, para eu me sentir nas nuvens.

19.10.2014
Oh mãe!! estou cheio de soninho...não me tires fotos agora.




domingo, 21 de setembro de 2014

Uma nova etapa: a preparação e volta ao trabalho.

Quando descobri que estava grávida e delineei os aspectos práticos, nunca equacionei tirar menos de 5 meses de licença de maternidade. 
Há pessoas que não têm essa opção, mas atendendo a que iria alguém substituir-me no trabalho, não senti que isso iria prejudicar os colegas. Mais um mês, menos um mês seria quase irrelevante a nível organizacional (desde que as coisas se mantivessem como as deixei), mas para mim, a nível pessoal, fazia toda a diferença. Queria acompanhar em exclusivo, o máximo que me fosse possível. Ainda assim, pedi mais uma semana de férias após a licença. Já não dava para esticar mais depois de 22 de Setembro.

Confesso que o timing da gravidez foi perfeito : não passei o Verão grávida (=inchaço e mal estar na certa!) e só iria trabalhar depois do "ano lectivo" começar.

Assegurar os cuidados para o Diego enquanto eu estarei a trabalhar, não foi uma opção muito difícil de tomar.
Os avós ficaram logo fora de cogitação por impossibilidade. Em abono da minha verdade, esta não seria a melhor opção nem para o Diego, nem para a família. Por mais amor que lhe pudessem dar, isso não compensaria os conflitos educacionais que aí viriam. Não obstante, se a tempo inteiro acho que não seria positivo, sei que posso contar com os meus pais a tempo "parcial", e acho que isso fará bem a todos. A minha mãe ainda trabalha, mas como tem um horário mais reduzido que o meu, quando não conseguir ir busca-lo a horas decentes, posso contar com ela e com o meu pai para isso.
Os avós paternos já têm muita limitação de idade - com 76 e 79 anos - e a saúde infelizmente já não é muita.
  
Mas voltando às opções: depois de saber que "avós não", estive indecisa entre "ama" (não exclusiva) e a creche. A nível de preço, seria equiparado, por isso, esse factor não era decisivo.
Rapidamente concluí que a creche tem mais a ver comigo a nível de estrutura e organização. A grande desvantagem será mesmo a questão das "doenças". Se ele estiver com febre ou doente, já não é permitida a presença no estabelecimento, enquanto que na ama eu sei que o poderia deixar lá assim. Estou aqui a a fazer figas para que as doenças lhe passem na sua maioria, ao lado, já que nessas alturas terei de abusar dos meus pais e familiares.
Opção tomada e uns dias antes de ir para a maternidade fui fazer uma pré inscrição, mas sem nunca me garantirem que havia vaga. Só em Julho obtive a decisão final e ficou tudo organizado para termos uma entrevista no princípio de Setembro. 
Como recomeçaria a trabalhar a 22, teria pelo menos uns 18 dias de adaptação antes de começarmos com os ritmos loucos.

Sempre encarei a "escolinha"(porque se leva mochila é uma escola! :)) de uma forma natural e apesar de achar que me "ia custar" um bocadinho, nunca pensei que me viessem as lágrimas aos olhos quando visse o nome dele no placard da creche, ou que nessa noite me desse uma crise de choro seguida de uma insonia. Só me perguntava a mim própria porque é que estava assim, e resposta mais/menos lógica é: porque "sou mãe" e até o amor incondicional tem uma parte irracional.

Levámos o Diego para a entrevista e ele conheceu logo as educadoras. Fiquei contente quando descobri que a "ama/educadora/auxiliar/responsável"(?) do Diego é a mãe de uma amiga de infância (meios pequenos são assim!). Deu-me logo mais confiança e fiquei com a certeza de que iria ser bem tratado, acarinhado e amado. Além disso, o meu "patetinha" ri-se para toda a gente. Basta que sejam simpáticos e carinhosos, que ele retribui.

Então, se eu sabia que ele ia ficar bem e feliz, porque é que estava assim??? Egoísmo. Um abalo na minha confiança. O MEU menino vai passar grande parte do tempo com outras pessoas e obviamente que ele vai aprender a gostar dos outros. Ele vai deixar de ser só meu e acho que no fundo, era isso que me doía. E depois vêm aquelas dúvidas...e se ele deixa de gostar de mim (ahhhaa xô pra lá com ideias parvas!!), e se ele me vai ver ao final do dia e faz birra porque não quer vir comigo? É caso de me perguntar: Lulu, mas quem é a criança aqui? Tu ou o teu filho? Além disso, há sempre aquela dor interior de saber por antecipação que se vão perder "momentos importantes" dos filhos...

Relativamente á adaptação: há uma boa abertura da creche em relação aos primeiros tempos dos bebés. Na medida do que a organização possibilita, há uma grande flexibilidade para que a entrada não seja tão abrupta.

Na primeiro dia ficou lá 1h30, apenas para se ambientar, conhecer o espaço, começar a reconhecer as educadoras...; no segundo dia ficou 2 horas e dormiu uma sestinha mini; no 3º dia, já ficou das 9h45 às 15h30 - dormiu, comeu a sopa, brincou, dormiu, comeu, brincou, dormiu. 
No fds fizemos a nossa vida normal e na 2ªf retomamos a rotina. 

Como eu ainda não tinha horário de entrada no trabalho, a minha grande preocupação era deixa-lo até às 10h. Ele acorda por volta das 7h e fazíamos as coisas com calma e sem correria. Deixava-o entre as 9h00 e as 9h45 e seguia com as minhas tarefas.

Acredito que muita gente pense "mas 3 gatos pingados em casa, como é que há assim tanto para limpar, organizar?". Isso será objecto de outro post, mas devo já dizer que, desde que ele nasceu, as coisas vão sendo limpas. A prioridade não era/é a casa, mas sim o Diego.
No último mês, estivemos os 3 em casa (férias e licença do pai): mais lixo, fazer almoço, fazer jantar, fazer sopa para o Diego, tratar das roupas, lavar biberões, limpar a cozinha... 
Apesar de toda a organização, eu passei em média 2h30 na cozinha, todos os dias. Comecei a ganhar "um pó" aquela divisão...Isto para dizer que, durante 4 meses, o tempo era canalizado para as actividades minimas para garantir o bom funcionamento da casa e o resto do tempo era para estar com o Diego, já que durante o dia, as suas sestas são minis. 
Além disso, desde que esteve adoentado - meio de Agosto - começou a acordar por volta das 4 da manhã para o leite, e depois às 7h. Confesso que isso me afectou como não pensei que o fizesse. Às 4 da madrugada deve ser "aquela hora" em que durmo mesmo a sério. Não me custava levantar definitivamente às 5h45, mas acordar às 4h, voltar a dormir e acordar às 7h deu /dá cabo de mim. Mas tenho de aguentar até o ritmo dele se adaptar a uma nova rotina...ou pelo menos, esperar que não piore. Ah e mesmo que seja o pai a dar o biberão, é a mesma coisa...já que acordo sempre (mãe é mãe..) mesmo que queira descansar. 

Voltando ao tema:...ia levar o Di à creche, depois ia dar algumas voltas para tratar de situações pendentes ou ia logo para casa, mudava de roupa, fazia o que tinha na ideia (roupa, arrumações, limpezas, destralhamento), parava para fazer o almoço (greeehhh), comer, limpar a cozinha, voltar para o estava a fazer e quando olhava para o relógio já eram 16h! Eh lá!!... banho (se estivesse indecente), mudar de roupa, ir buscá-lo antes das 17h. 
Se poderia ter tido o Diego comigo nestas 2 semanas e meia porque é que não o fiz, para aproveitar os últimos cartuchos?
Acredito muito sinceramente, que foi a melhor forma de "preparar" os dias que virão. As coisas que andei a fazer, teriam de ser feitas de uma maneira ou de outra. Se o D. estivesse comigo, acabaria por não lhe dar a devida atenção. Assim, tratei de tudo durante o tempo em que ele estava na escolinha e quando o ia buscar, passávamos "tempo de qualidade": brincávamos, passeávamos, visitávamos a família...fazíamos tudo sem haver qualquer pressão de horários ou a pensar no que ainda tinha de fazer. 
Por outro lado, sem ser ainda tão exigente, ele foi-se adaptando a novas rotinas e pessoas e eu, no primeiro dia de trabalho não vou ficar preocupada se ele ficará bem ou não  - porque também já tive este tempo de adaptação e tenho consciência de que realmente fica bem.

Além do que já estava previsto, ainda tive alguns extras: a nossa casa, com 5 anos, tinha fendas enormes e estava a precisar de retoques antes de terminar a garantia. Durante 15 dias estive sem sala de estar e de jantar, com as coisas todas a monte no corredor e cozinha. Um sonho!!  Num fds veio o estocador, no outro o pedreiro, no outro o pintor! No final, a limpeza daquele pó miudinho, das pintas de cimento e tinta, meter tudo nos sítios...

A outra coisa não programada, foi a morte da minha avó esta semana. No dia em que o Diego fez os 5 meses, ela faleceu. Não me vou alongar no tema, mas devo de dizer que foi um misto de alívio, porque sei que o seu sofrimento terreno acabou, junto com uma saudade enorme que dói. Apesar de já estarmos preparados, nunca estamos preparados!

A partir de amanhã há novos desafios: teremos de sair de casa até às 8h00 e só o posso ir buscar às 17h50. Começará mais cedo, ficará até mais tarde. O stress será muito maior. Provavelmente vamos precisar de bastantes ajustes nas nossas rotinas para a estrutura está montada. Além disso, regressar ao trabalho após quase meio ano, não é a mesma coisa que regressar após uma semana de férias. Confesso que me sinto ansiosa q.b. (para o bem e para o mal).

Wish me/us luck...

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Hong Kong, Macau e China (Guangzhou)

Este post sobre viagens está integrado no processo de destralhamento de minha casa. Nada relacionado, mas tudo a ver!
Mapas, cartões de visita, notas...coisas que não preciso, mas que não gostaria de deitar fora sem retirar a informação mais essencial. São post que dão trabalho, porque as viagens já foram há tempos e o exercício de memória é grande...mas é uma coisa que quero realmente fazer.

Não espero que leiam o post todo, porque afinal de contas, se uma pessoa não vai viajar para um determinado destino ou se não é para contar uma experiência recente, o interesse é bem pequeno!, mas fica para o futuro.

Let´s begin...

As minhas viagens ao Oriente foram sempre a trabalho e nunca por lazer. O jet lag (diferença horária de 8 horas a +), as longas horas de trabalho, o pouco tempo livre, o cansaço acumulado...fizeram com que nunca explorasse como uma verdadeira turista todas as áreas que gostaria, mas deu para ficar com um panorama geral e voltava sempre aos "meus sítios", mesmo que só tivesse 2 horas livres em toda a viagem.
Há muita coisa para explorar que eu não visitei e gostaria de voltar um dia (mas acho que vai ser difícil atendendo ao custo e distância).

Datas em que fui (tive de recorrer ao passaporte):

.Abril 2005 HK e Macau
.Outubro 2005 HK e China
.Janeiro 2006 HK e China
.Março 2006 HK 
.Abril 2006 HK e China
.Outubro 2006 HK e China
.Abril 2007 HK e China
.Outubro 2007 HK e China
.Janeiro 2008 HK
.Abril 2008 HK e China
.Out e Nov 2008 HK e China
.Abril 2009 HK e China
.Out e Nov 2009 HK e China

Hong Kong

A primeira vez que fui a Hong Kong foi em Abril de 2005 e repeti a experiência mais umas 12 vezes.
Curiosamente não tenho muitas fotografias. A razão acaba por ser simples: os tempos eram outros e na maioria das vezes não levei máquina digital, porque ainda não tinha. As memórias que tenho são tantas, que tenho pena de não ter mais "suporte visual".

Primeiras impressões de Hong Kong:
Fiquei deslumbrada com a cidade que começou por ser uma vila pescatória mas tornou-se numa das cidades mais cosmopolitas do planeta e onde encontramos uma convivência muito pacifica entre o Mundo Oriental e o Mundo Ocidental. 7 milhões de habitantes para uma superfície de 1.100 km2.
Talvez por ser tudo tão concentrado, confesso que nunca vi tanto luxo junto: uma frota automóvel digna de filme, lojas de marcas luxosas, formalidade q.b, exuberância, opulência.;..,.mas ao mesmo tempo, há um reverso de descontração, sem cair na "bandalheira". É isto que torna os habitantes tão únicos.

Língua

Sinceramente, quando vou turistar, a língua é uma coisa que não me assusta muito - digo isto porque nunca fui à Russia, Japão ou países árabes...Upss!
Assumo sempre (erradamente!) que há palavras em inglês que são universais. Em Hong Kong asseguro que não há problema algum. Grande parte da população fala inglês, as placas identificativas, as informações...também estão em inglês e por isso, é muito pacifico e não há grandes enganos.
Na China (mesmo China), a conversa já não é a mesma, mas dá-se bem a volta. Basta pedir alguma ajuda na recepção do hotel para, por exemplo, escrever os nomes dos destinos em chinês e inglês.

Clima

Uma palavra: humidade. Foi um choque. Há um bafo enorme de calor e com tanta humidade, uma pessoa fica "a apegar" em 5 minutos. Descobri logo porque é que as plantas da rua tinham tão bom aspecto. Não há melhor para a vegetação!
Por outro lado, é muito fácil ficar constipado em HK/China: calor na rua, ar condicionado interior muito frio! Andava sempre de echarpe atrás e era isso que me salvava.

Meios de Transporte

Hong Kong é muito "navegável".

Estando no Hong Kong International Airport, pode apanhar-se o Airport Express para o centro da cidade. Com a actualização de preços, deve custar à volta de 20.00€ por pessoa e demora cerca de 25 minutos.
Chegados a Kowloon, a facilidade em apanhar um táxi é bastante grande. É aqui que nos começamos a consciencializar-nos da influência britânica, porque eles conduzem ao contrário. No início é sempre difícil de saber para onde olhar... mas como há mais tótós (eu, eu!!), em muitas estradas está pintado no chão "Look Right"/"Look Left". Na maioria dos pontos da cidade, não é preciso esperar muito para conseguir chamar um táxi , que é fácil de identificar por, na sua grande maioria, serem vermelhos. Não é das coisas mais caras!

Se a entrada em Hong Kong se fizer por comboio, é na estação de Lo Wu, que chegam os comboios oriundos da China.
Fazer esta viagem é uma delícia. Entre HK/Guangzhou levará cerca de 1h30. Estica-se as pernas, vê-se a paisagem..., bem melhor que ir de autocarro que se tem de sair, passar a fronteira a pé, voltar a entrar no autocarro. Uma estafa!
As estações de partida e chegada funcionam exactamente como um aeroporto. As malas têm de ser passadas no RX, os passaportes têm de ser carimbados...e a febre é medida. O quê? Sim...a febre é medida. Passamos nuns sensores que medem a temperatura corporal e no caso de ser mais alta que os padrões, as pessoas são direcionadas para uma sala onde fazem mais exames de despistagem. Isto ficou mais enraizado desde a famosa "gripe das aves", que teve o primeiro caso em Hong Kong. É muito comum ver pessoas com máscaras. Se fosse em Portugal, olhávamos todos, mas por lá, é perfeitamente natural. 

MTR - Mass Transit Railway é muito eficiente.
"No drinking or eating is alowed in here" é das frases que mais se vê e ouve. Para quem não cumpre, a multa é severa.
Se a intenção é visitar muitas vezes a cidade, vale a pena investir no Octopus Card. Recarrega-se facilmente nas máquinas automáticas ou então, nos balcões de atendimento. Assim, não é necessário andar sempre a comprar bilhetes, ou a mexer em dinheiro, além de do cartão também poder ser usado para pagar em lojas de conveniência e de fast food.





STAR FERRY

Em menos de 10 minutos, faz-se a travessia entre Kowloon e Hong Kong. 
Não era a máquina que estava embaciada - o tempo de vez quando é mesmo assim: apesar do calor, humidade, não se vê o sol, o que tira alguma beleza à cidade.

No Wan Chai Ferry Pier, apanha-se o barco para fazer a travessia HK/Macau.



Hotel 

Não tenho experiência com mais nenhum hotel. Em todas as viagens, ficamos sempre no "Harbourview", que não é super luxoso (apesar de ser agora um 4*), mas não deixa de ser caro. O ponto forte: é mesmo muito bem localizado quando se vai trabalhar. Está em frente ao Hong Kong Convention and Exhibition Center;  A limpeza é das melhores que já vi e as comodidades são boas. Aqui, sentia-me "quase em casa".






 Eu sempre tirei muitas "selfies". Agora que são moda, é que não me apetece tanto!
Outubro 2005

Algumas zonas que me são familiares...
.
Central e Admiralty
MTR - Central e Admiralty
É uma zona relativamente chique (e cara!).

A saída MTR de Admiralty dá para o Centro Comercial Pacific Place, onde se conseguem encontrar lojas mais acessíveis (se compradas com as loja de luxo!) como a Zara, Mango, Benetton...

Na Central, também há uma coisa pouco vulgar na Europa: uma especie de terminal/filial do Aeroporto (apesar de ser fisicamente longe). Se o check out foi cedo, o voo sai tarde e não querem deixar a mala no Hotel, nem tão pouco andar com a bagagem atrás, podem sempre despacha-la a partir daí.

Wan Chai

Hong Kong Convention and Exhibition Center, com a sua construção em forma de pássaro, foi construída para celebrar a passagem de Hong Kong a Região Especial Administrativa da China, em 1997.  Muito organizado, limpo, confortável e onde se realizam todo o tipo de exposições, feiras, convenções.
Uma parte de Wan Chai, está localizada à beira-mar e as construções não param. De todas as vezes, víamos as evoluções ou novos projectos. O território de Hong Kong está limitado pela água, assim, estão sempre a tentar a roubar um bocadinho ao mar para acrescentar à terra. Qualquer dia a natureza revolta-se!
A área verde de Hong Kong é das melhores coisas da cidade. A humidade própria do clima, é ideal para a vegetação florescer e ficar linda! (até para mim que sou pouco dada a plantas!).
Ver estes parques cheios de pessoas, muitas delas idosas, a praticar Tai Chi logo pela manhã (7h/8h), era das coisas que mais gozo me dava. Uma energia tão positiva, mas tão pacífica!

Causeway Bay

Jardine´s Crescent - uma zona muito movimentada, já que consegue integrar lojas de rua (mais acessíveis), com lojas mega caras e ainda com um Centro Comercial.
No meio de "Times Square" de HK. 

Yau Ma Tei e Mong Kok
MTR- Yau Ma Tei e Mong Kok
Acho que é a parte mais característica e "chinesa" de Hong Kong. Se quiserem cópias de relógios e malas, este é o sítio a ir. Curiosamente, quem compra falsificações são mesmo os turistas. Os locais andam mesmo com LV e Rolex verdadeiros.

Western Market e Sheung Wan Fong - Um edifício antigo reconstruído e que agora agrega muitas lojas. Feito naquele "tijolo de burro", parece que veio uma parte de Boston para o meio da cidade. 

Tsim Sha Tsui
MTR - Tshim Sha Tsui e Jordan
Como eu gostava de ouvir este nome comprido!...e a estação de metro é igualmente grande, com várias saídas possíveis na Nathan Road - rua onde há milhentas lojas de rua, milhentos turistas e milhentos angariadores que vendem falsificações de malas, relógios e roupas! Curiosamente, quem compra falsificações são mesmo os turistas. Os locais andam mesmo com LV e Rolex verdadeiros.
Também há uma outra saída, mesmo em frente ao Kowloon Park - um sítio onde se podem fazer passeios bem agradáveis.
Nesta área, acho que há a maior concentração de sítios de gadgets, sotware, hardware...Tudo relativo a tecnologia.

Railway Clock Tower - Fazia parte da antiga estação de caminhos de ferro (que se mudou para Hung Hom), mas a torre permaneceu em Salisburry Road (perto do terminal do Ferry), e é uma das grandes atracções para a "fotografia da praxe".

.Hong Kong Observatory 
.Hong Kong Space Museum
.Disneyland de Hong Kong - há uma linha de MTR que leva directamente ao parque de diversões. É especialmente usada ao fim de semana.
.Victoria Peak - Para se ter uma vista panorâmica da cidade, este é o the place to go. Subir n Peak Tram, um funicular com mais de 120 anos.


New Territories


É uma região de Hong Kong menos citadina e a fugir ao "cosmopolitismo", mas é também o "sitio" para visitar monumentos mais caracteritsicos e antigos:
. Man Mo Temple
.Sam Tung Uk Village
.Old Tai Po Market Railway Station
.Old House - Hoi Pa Village

Além disso, há a Ilha de Lantau, que pelo que li e ouvi, também merece ser visitada.


Mercados


Assim como há centros comerciais em cada esquina, também há mercados de tudo e mais alguma coisa. Mas não pensem que vão encontrar "lojas chinesas", nem "lojas dos 300". Há muita escolha, mas é tudo muito "sectoriado" e especializado.

.Yuen Po Street Bird Garden
.Flower Market
.Goldfish Market
.Jade Market - Muitos chineses acreditam que a jade os pode proteger dos espíritos malignos e que acalma as emoções. É por isso que compram pulseirinhas pequeninas para os bebés.
.Temple Street Night Market em Yau Ma Tei- tem o horário das 4pm à meia noite e as ruas ficam super movimentadas. Era de todos o meu favorito. Calor de noite, idosos a jogar xadrez ou outros jogos tradicionais chineses, crianças a brincar...Fora os turistas, havia muito locais! A explicação foi-me dada: as rendas das casas são caras e por isso, os metros quadrados são mínimos. As pessoas sentem-se enclausuradas e veem para a rua. Já agora, se andar a passear de noite, pode aproveitar para ver o espetáculo de luzes. Vale a pena!
.Stanley Market - encontra-se tudo, desde roupas em sede, relógios, acessórios.


A celebração do Ano Novo Chinês é o acontecimento mais importante do ano. Normalmente ocorre entre o final de Janeiro e Fevereiro, mas não tem um dia especifico. O ano de 2015 será o ano do Carneiro!
Assim como em Portugal as famílias se tentam reunir no Natal e encerram as fábricas no Verão, na China fazem um "2 em 1": as férias grandes são no Ano Novo Chinês e a migração para as terras de origem ascende aos milhões. É uma época carregada de simbolismo e sente-se o entusiasmo nas ruas. 


Comida

HK é uma cidade cara. A comida não foge à regra. Relativamente à qualidade, como sou "boa boca", comia em qualquer lado, mas a opção era frequentemente o buffet do Hotel - exatamente pela comodidade de não sairmos e por ser buffet - havendo menos possibilidade de engano!...e se não gostássemos, deixávamos de lado, que pagávamos o mesmo!

O forte são os pratos cozinhados a steamed (vapor) ou stir fry (frito) e dentro disto, a variedade é grande. 
Adorava os noodles de lá (que são diferentes dos de cá). Detestava os bolos chineses (o que até era um ponto positivo!). Ainda provei alguns, mas a quantidade desmesurada de chantilly e cobertura de creme, impedia que se saboreasse qualquer outra parte. Mau. Muito mau.

Em HK, só passa fome quem quer. Obviamente que não há a "nossa sopa" e muitas vezes, a escolha tinha de recair em fast food (always the money!), mas lá se ia tentando conciliar umas coisas melhores e outras menos boas.

Se a fome não fosse muita ou se fosse necessário descansar um bocadinho, podia fazer-se um lanchinho numa Délifrance ou Starbucks. 

Comer marisco era/é em Lei Yue Mun - vila antiga, onde servem os melhores mariscos a preço muito em conta (mesmo)! Há entrada, temos os aquários para escolhee os mariscos/peixes e depois, é só esperar o tempo de preparação. Não é nada chique, mas é onde se come bem. Assim como não é uma zona muito turística e por isso, se não quiserem ser enganados, o melhor é fazerem-se acompanhar por alguém local.

Outra boa experiência que tive, foi no Yung Kee Restaurant 32-40 Wellington Street - Central. É caro, bom, mas um bocadinho chique demais para o que estávamos habituados (provincianos!).

Se forem mais corajosos e quiserem experimentar comida de rua a variedade é grande: fritos, espetadas de carne, peixe, legumes, fruta = um mix que por si só, já é uma atracção turística.




Compras

Já mencionei que a escolha é imensa. De todos os sítios onde já estive, é seguramente o país com mais oferta..., mas não é para todas as bolsas (e muito menos para a minha!). Eu comprava aquilo que não achava cá ou que o preço era melhor que em Portugal.

Watson´s
Era das minhas maiores perdições. Uma espécie de parafarmácia com preços fantásticos.
Em Causeway Bay (MTR Causeway Bay - saída para Jardine Bazaar), há a maior que conheço.: (penso que) são 4 pisos cheios de cremes, make up, perfumes, acessáorios ...mas o que mais comprava era: VASELINE. Ah pois é. Ainda hoje tenho boiões, que uso diariamente e trazia isso como souvenir.

Giordano
Assim como há Watson´s em cada esquina, também encontramos uma Giordano em cada esquina. Loja de roupa acessível - diria que é uma espécie de "Modalfa" lá do sítio, mas com mais design e bastantes estampados da Disney (giros a valer!)...e com preços mais suportáveis para bolsas menos folgadas.

A minha dica para aproveitar as cidades da melhor maneira: pesquisar bastante antes - por exemplo, no site www.discoverhongkong.com; e quando lá chegar, ir ao posto de turismo (no Aeroporto de HK há), para se abastecer de mapas e informações úteis. São duas dicas de "cára cácá", mas que passam ao lado com frequência.

...mas como nem só de luz vive o homem, a China, mais precisamente Guangzhou, fazia parte da nossa rota habitual. 

China - Guangzhou (Cantão)

A cidade tem 12 milhões de habitantes - mais do que Portugal inteiro! Trânsito caótico, densidade populacional sufocante, cheiros intensos...Em apenas 4 anos, vi alterações enormes: tanto estruturais como culturais.
Se em Hong Kong eu procurava conhecer mais, aqui, nunca me apeteceu "palmilhar". O dia de trabalho era ainda mais intenso e não consegui descobrir nada que me atraísse assim tanto, a ponto de compensar o esforço. O que me maravilhava sempre eram as "coisas locais" e que fazem dos chineses um povo sem igual. Devo de dizer que, a nível geral, são um povo muito fácil de lidar. Basta ser simpático, mas firme. Se queremos que as coisas aconteçam, eles fazem tudo para elas acontecerem - sem entraves de "não sei se dá", "tenho de ver", "isso não é possível"...Se pedíamos alguma coisa mais especifica, eles arranjavam logo maneira de executar e fazem negócio com tudo.

Isto é um táxi (ou será moto-taxi!?!) sem taxímetro.
As vendedoras de rua. Fruta boa! Só comprava aquela que poderia descascar posteriormente. A higiene não é o forte dos chineses...
Celebrações era lá com eles!
Detalhe pouco vísivel: roupa estendida em cabides na varanda. Se isto fosse numa cidade pequena e não fosse à beira do auto estrada, até poderia ter bom resultado...Há anos que o branco deles é amarelo.
Da primeira vez que eu fui a uma casa de banho e me deparei com isto no chão...Mas é para a frente? para trás? Depois do primeiro impacto, até acabei por preferir "esta modalidade".  Nota: os hotéis têm sanitas!
 Mais uma foto com um fundo Chinês... Outubro 2007
Abril 2008 
Parabéns para a Luciana! Pois é. Passei alguns aniversários na China. Chorei no primeiro. Eu sou daquelas pessoas que gosta de fazer anos - estar longe da família e amigos nesses dias custou-me, mas não deixei de ter festa!


Comida na China

Apesar de ir a trabalho, o orçamento era sempre limitado. Como já disse, ir com alguém local que sabe o que pedir e conhece alguns sítios com boa comida e a preços acessíveis, é o ideal!...mas nem sempre isso é possível.
A maior parte dos hotéis mais vocacionados para os estrangeiros, tem boas opções de buffet, mas pagar em média 50€ por pessoa, não era viável já que a equipa era constituída por 2/3 pessoas e as estadias eram de umas 7 noites.
Assim, procurávamos sítios movimentados e com clientes ocidentais:
. "The Spaghetti House" - Esta cadeia de "fast food" é semelhante à Pizza Hut, mas com um toque mais asiático. Tanto pode ser encontrada em Hong Kong como em Guangzhou.
. "Latin - Grillhouse" - Restaurante Brasileiro - Quando o descobrimos, foi como se tivéssemos descoberto um bau de barras de ouro. Rodizio de carne grelhada, buffet...mas depois de uns dias a jantar lá, uma pessoa ficava enjoada! e tem a desvantagem de se acabar por comer mais do que se deve porque durante o dia só se foi petiscando (porque não havia tempo para mais). Além disso, a música é ao vivo (e muito alta) e eu só queria mesmo descansar, deitar-me. Muitos fretes fiz eu para não ser "desmancha prazeres".
. "East Ocean Seafood Restaurant" - Restaurante caro, mas bom (o que já é recorrente neste post..."caro, mas bom") Um espaço daqueles onde há um empregado a arranjar o peixe (tirar a pele, espinhas e colocar no nosso prato - para pessoas como eu que não gostam de achar espinhas no peixe!, isto era o paraíso). Mas lá está...fomos com um fornecedor local que sabia exatamente o que pedir e a conta foi ele que pagou!

Alojamento na acessível:

.Tian Long 
.New Tianhe Hotel
.Hotel Landmark Canton

Macau

Da primeira vez que fui a Hong Kong tive sorte. Não íamos prevenidos mas, num dos dias da estadia seria feriado e não tínhamos como fazer o trabalho já que os fornecedores estavam fechados.
Aproveitamos o dia livre e fomos a Macau. Eu digo sempre que "não sou dada a vómitos", mas sempre que que penso nesta travessia, fico com o estomago às voltas (só mesmo de me lembrar!) Nunca me senti tão mal disposta. A ida foi pacifica, mas a vinda foi para morrer. Penso que alguma coisa "caíu mal" a nível alimentar e a trepidação do ferry potenciou isso. Por causa deste episódio, a ida às Berlengas foi sendo sucessivamente adiada.

E o que é que achei de Macau?
Foi falar a verdade e dizer...Não gostei muito. Não sei se ainda vinha deslumbrada com Hong Kong, não sei se estava muito cansada, mas não senti "aquele" apego ao país.

É uma sensação estranha, estar na Alfândega e ver coisas escritas em Português juntamente com os caracteres chineses. Ainda há bastantes referências a Portugal: os nomes das ruas, das casas, dos hotéis, dos restaurantes, as matrículas dos carros, a calçada portuguesa...

Mesmo que uma pessoa não aprecie jogos e nem ache piada aos neons luminosos, uma coisa marcante são os Casinos. Cheios, a abarrotar...e só estivemos nas entradas de alguns - afinal de contas ninguém queria jogar. Como nunca achei piada a essas actividades, esta parte não me disse absolutamente nada. 
Não deixa no entanto de ser um fenómeno engraçado e é curioso que muitos moradores de Hong Kong  - com bastante poder económico - atravessam de helicóptero até Macau, só para irem jogar. Os edifícios são imponentes e o movimento de pessoas e dinheiro que gera é muito substancial (muito mesmo!). 

Fomos almoçar no restaurante "Fernando´s" que é dos mais famosos. Não é de luxo, nem xpto, mas come-se muito bem. Com a quantidade de portugueses que lá estavam, parecia que estávamos em casa.

Macau está divido em três areas: Macau, Taipa e Coloane e conseguimos ver de tudo um pouco.

Conclusão de Macau: só passamos lá um dia, mas acho que foi suficiente e não é daqueles países que eu voltava propositadamente para visitar.
Ruínas de São Paulo

O carimbo da entrada de Macau, escrito também em português.


Nota relacionada com viagens...


Esta é das minhas fotos que mais estima tenho..mas que não se vê a minha cara. Abril de 2008. Aeroporto Charles de Gaulle. Vinhamos da China e devido ao atraso na passagem pela Alfândega, perdemos o voo de ligação para Lisboa. Depois de 10 dias a trabalhar, depois de termos deixado o Hotel há mais de 20h horas, depois de uma viagem de avião de 12 horas, depois de ver o avião à nossa frente e sem termos autorização para entrar, depois de saber que teríamos de esperar 5 horas pelo próximo e que estávamos fechados numa sala de embarque, sem  poder sair, a melhor opção foi mesmo perder a vergonha e acampar no chão. Acho que foi a melhor sesta da minha vida! e houve um colega que quis marcar o momento.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ponto de situação #4

As nossas férias:

Tínhamos feito planos e reservas no sentido de passarmos 3 dias fora de casa. Cancelamos tudo no deadline. As coisas acabaram por evoluir noutro sentido e as "férias" foram feitas cá por casa. Obviamente que, senti um bocadinho falta de "coisas de verão": praia, piscina, areia...e até senti falta daquela moleza de um dia de dolce far niente. Suponho que para o ano também haverá verão, a água estará mais quente...e o cachopo já andará. Ou seja, voltará ao mesmo mas será sempre diferente.

E aqui vão algumas provas de que o tempo passa a correr e mais vale aproveitar bem:

A primeira sopa do D.

Oi? mas nasceu ontem e já come sopa???
Quer dizer...vai comendo! Uns dias come mais, outros menos. Ainda pensei que fosse a minha sopa a não saber muito bem, mas já provou "de outros lados" e continua a não encarrilhar muito bem com o processo. Não é caso para stresses desnecessários, nem para grandes guerras: vamos insistindo, mudando sabores...Fome não vai passar.
Nota: cada pediatra, sua sentença. A pediatra do D. não é nada complicada e com excepção de 4 legumes (ainda não indicados), posso fazer as conjugações que desejar.

A primeira sopa básica



Vestido a rigor e sem ter ideia do que o esperava...
Eu dava a sopa e o pai ficou encarregado de filmar. 
Há momentos que não se repetem. Ui!!!que cara tão feia...
...e depois da sopinha. Apesar de ter usado um babete e o "bibe", a roupa dele ficou neste estado:


 As passeatas pelo Oeste...

Aproveitamos então que ficamos em casa, para dar alguns passeios nas redondezas. Sempre que o calor apertava, evitávamos de sair de casa, já que o D. não reage muito bem. Faz uma espécie de alergia, apesar de já estar a melhorar com a idade.

 Caldas da Rainha - estátua "Maternidade" - apropriada para a foto.
 Óbidos - a calçada não é nada amiga dos carrinhos de bebé, mas a atmosfera da vila compensa isso.
Nazaré - final de tarde

Peniche - Caldeirada! Verão que é verão, não passa sem uma Caldeirada em Peniche...os restaurantes no centro, estavam com filas enormes! Acabamos por almoçar num sítio mais recolhido, mas que só tivemos de esperar alguns minutos para entrar.
Família - Uma tarde bem passada.
(e não! as casas da minha família não são assim! foi mesmo um "empréstimo")

A "escolinha"

Posteriormente desenvolvo o tema num post mais dedicado, mas o D. já anda na "escola".
As primeiras coisas para ele levar: fraldas, leite, chucha, Ben-u-ron, toalhitas, mochila, coisinhas dele...
Os primeiros 3 dias correram bem: 
No 1º, ficou uma hora e meia para conhecer as educadoras e o espaço; no 2º, ficou duas horas e dormiu uma sestinha; no 3º ficou cinco horas e meia: dormiu sestinha, comeu sopa, bebeu leitinho, voltou a dormir. Tudo muito gradual, porque a mãe precisava de se acostumar à ideia de não o ter "à beira" 24/7. 

Esta semana também irá a meio tempo. Dará para eu me organizar mais em casa, descansar um bocadinho, tratar de questões pendentes e fazer tudo o que tenho a fazer para que, assim que o for buscar, poder passar "tempo de qualidade" com ele. 
(Fui deixá-lo há hora e meia e já estou cheia de saudades.)

Basicamente é assim que andamos por aqui. Vou dando notícias!